terça-feira, 11 de março de 2014

Entidade faz campanha contra empresa que proíbe comissárias de engravidar

A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) está fazendo uma campanha contra as políticas da companhia aérea Qatar Airways, que limita as comissárias de voo de engravidar e de se casar.
"A empresa tem a pior política de direitos das mulheres entre as companhias aéreas", disse Gabriel Mocho, porta-voz do grupo, à agência de notícias Reuters.
Os contratos trabalhistas da Qatar proíbem qualquer membro da tripulação de se casar durante os primeiros cinco anos de trabalho na companhia.
Segundo Akbar Al Baker, presidente-executivo da empresa, a companhia não mantém suas políticas em segredo para os funcionários.
"Se você vier procurar emprego na Qatar Airways, lhe damos um documento informando quais são as regras e regulamentos. Se você, como um indivíduo maduro, aceita essas condições, não deve se queixar. "
Ele afirmou que, como o regulamento impede mulheres grávidas de voar, e como a empresa não tem muitos empregos em terra disponíveis, muitas vezes elas acabam perdendo o trabalho.
A prática de proibir que mulheres grávidas façam parte da tripulação é comum em todo o mundo, por motivos de saúde –algumas empresas permitem que elas trabalhem até os três meses de gravidez. A maioria das companhias oferece às suas funcionárias trabalhos em terra ou as coloca em licença maternidade.
A Emirates, outra companhia área, afirmou que as mulheres que engravidam nos três primeiros anos de emprego saem da companhia. Se ficarem grávidas depois desse período, podem tirar licença-maternidade remunerada.

Fonte e texto : A Folha 

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