quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Empresarios Angolanos no Brasil para oportunidades de negócios

Luanda - O Centro de Apoio Empresarial da Câmara de Comercio e Industria de Angola (CAE), 

em companhia de vinte empresas angolanas, participa desde terça-feira no Rio de Janeiro, Brasil de um ?

Offshore Technology Conference?(OTC), no âmbito da sua vocação para o desenvolvimento 

e promoção do empresariado nacional.

De acordo um documento chegado hoje, quarta-feira, à Angop, o encontro com término previsto para três de Novembro está a ser realizado com objectivo de facilitar a parceria com empresas estrangeiras e com vista a dar oportunidades a novos negócios.Os empresários terão oportunidade de participar em conferências, reuniões com empresas e empresários brasileiros interessados em desenvolver as suas actividades em Angola. Fazem igualmente parte da agenda, jantar de negócios, observação do funcionamento e desenvolvimento do empresariado, entender as políticas empresariais, aplicação do Conteúdo Nacional no Brasil e o processo de contratação de fornecedores. Momento de partilha de informação, troca de experiência, apreensão de conhecimentos úteis, interacção entre os empresários nacionais e estrangeiros, são entre outras as tarefas a desenvolver. O encontro conta com a participação activa de representantes do Ministério dos Petróleos, Ministério da Economia, Sonangol E.P e da Embaixada de Angola no Brasil.
Fonte: ANGOP

ONU alerta para 70 mil mulheres jovens , mortas por ano devido a problemas na gravidez

Cerca de 70 mil meninas e jovens com idades entre os dez e os 19 morrem todos os anos por 

complicações durante a gravidez e o parto, indica um relatório das Nações Unidas que apela uma mudança de políticas e mentalidades.

O relatório, do Fundo de População das Nações Unidas, divulgado terça-feira, revela que, nos países em desenvolvimento, cerca de 7,3 milhões de meninas  menores de idade dão à luz todos os anos, a maioria das quais na África subsaariana e no sul da Ásia, com uma em cada dez raparigas do Bangladesh, Chade, Guiné, Mali, Moçambiquee Níger a revelarem terem um filho antes dos 15 anos.  
 O fundo alerta que este é um "enorme problema global" que exige atenção e defende que os governos e grupos civis devem perceber que as meninas em causa não são as únicas responsáveis, lembrando o papel da pobreza, da baixa escolaridade, da falta de aconselhamento sobre métodos contraceptivos, da prática do casamento infantil e da violência sexual.  
 
"Muitas vezes a sociedade culpa apenas a rapariga por engravidar", afirmou o membro do fundo Babatunde Osotimehin, durante a apresentação em Londres do relatório "Maternidade na Infância".  
 
Acrescentou que, na realidade, "a gravidez na adolescência não é o resultado de uma escolha deliberada, mas de uma falta de escolhas e fruto de circunstâncias que fogem ao controlo da jovem".  
 O responsável defendeu ainda ser necessário refletir e exigir "alterações nas políticas e normas familiares e de governos que muitas vezes não deixam outra alternativa que não seja seguir o caminho de uma gravidez precoce".
 De acordo com vários inquéritos, 19 por cento das mulheres entre os 20 e os 24 anos dos países em desenvolvimento tiveram o seu primeiro filho antes dos 18 anos, o que equivale a 36,4 milhões de mulheres, segundo dados de 2010.
 Destas, cerca de 17,4 milhões são oriundas do sul da Ásia, 10,1 milhões da África subsaariana e 4,5 milhões na América Latina e Caraíbas, revela o fundo das Nações Unidas.  
 Segundo o estudo, estas jovens correm maiores riscos de morte materna ou de fístula obstétrica. Muitas das menores ficam incontinentes e enfrentam um futuro difícil ao serem pressionadas a abandonar precocemente a escola.

Fonte: ANGOP

Arábia Saudita condena 15 mulheres que protestaram dirigindo automóveis

Riade - Quinze mulheres da Arábia Saudita foram condenadas hoje (27) por terem sido flagradas dirigindo durante protestos no sábado, desrespeitando a lei islâmica que proíbe as mulheres de sentarem-se ao volante.
No sábado à noite, várias mulheres tinham colocado na internet videos em que estavam dirigindo, usando o endereço @oct26driving - um perfil do Twitter - naquilo que seria a face mais visível de um protesto iniciado em setembro, e que tinha no sábado o ponto alto, apesar das declarações anteriores do Ministério do Interior, que tinha advertida as cidadãs para não desafiarem a lei islâmica em vigor no país.
De acordo com a informação prestada pela polícia, foram poucas as mulheres que aderiram ao protesto, que tinha como principal objetivo reivindicar para elas o direito de dirigir.
Além de pagar multa, cada uma delas teve, juntamente com o seu tutor (pai, irmão, marido ou outro integrante masculino da família), de assinar um documento, no qual se compromete a cumprir as leis em vigor na Arábia Saudita, um país ultraortodoxo no que diz respeito aos direitos da mulher e o único do mundo onde elas são legalmente proibidas de conduzir. As mulheres também precisam de autorização para trabalhar, viajar e até casar.
Durante o protesto de sábado, a polícia aplicou também multas a dois condutores em Jeddah e seis mulheres foram presas em uma província oriental e em mais duas cidades do reino, de acordo com a imprensa.
"A data era apenas simbólica. As mulheres começaram a conduzir antes de sábado e vão continuar a conduzir depois de sábado", assegurou a militante Eman Nafjan.
De acordo com a imprensa, o protesto falhou. "O 26 de outubro passou calmamente, e as campanhas de incitação falharam", escreveu o jornal oficial Al Riyadh, ao passo que o Al Youm disse que "a maioria da sociedade assegurou que não se deixará entreter pelas campanhas de mobilização popular".

Fontes; LUSA / EBC 

Estudo aponta que há mais brasileiros no topo da pirâmide de renda do que na base

Pela primeira vez em 20 anos, o número de brasileiros na classe de renda mais alta do país está maior do que o da mais pobre. Estudo do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) mostra que o ano passado terminou com 10,3 milhões pessoas ou 5,2% da população na classe alta-alta, que inclui as famílias com renda per capita mensal acima de R$ 2.555,50, conforme informou o colunista Ancelmo Gois no GLOBO de domingo.
Na classe baixa-baixa, que abriga pessoas com renda de até R$ 83,20 por mês, havia 7,97 milhões, ou 4% da população total do país. Em 2011, essas classes tinham praticamente o mesmo tamanho: 4,7% dos brasileiros estavam no topo dessa pirâmide e 4,8%, na base. Quando se olha as últimas décadas, o avanço foi enorme: em 1992, apenas 2,1% da população estavam no grupo de renda mais alta e 15,5% entre aqueles com menores ganhos.
- É uma tendência, um pouco resultado das políticas que estão fazendo com que a pobreza vá desaparecendo do país. No grupo da pobreza extrema, o Bolsa Família foi fundamental. Porém, o que mais contribuiu para a migração das pessoas da renda baixa-baixa para baixa-média ou baixa-alta foi a melhora do mercado de trabalho - diz o economista Manuel Thedim, que elaborou o estudo com base nos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE e usou os critérios de classe e renda adotados pela Secretaria Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. A SAE divide a população em oito classes.

Ricos ganham 175 vezes mais

O pesquisador ressaltou a importância da valorização do salário mínimo e também a estabilidade econômica, que garantiu melhoras para os trabalhadores de menor renda e também para aqueles com maior qualificação.
- O mercado de trabalho ajudou muita gente a migrar para a classe de renda mais alta.
A má notícia é que a desigualdade do país continua muito grande: a renda total (salários, aluguéis, benefícios sociais) recebida pelo grupo dos mais ricos é 175 vezes maior do que a dos mais pobres. Em outras palavras, apesar de ser apenas 1,2 ponto percentual maior em termos numéricos, a classe alta detém 30,2% da renda gerada no país, contra apenas 0,2% que fica com grupo dos mais pobres.
- A distribuição de renda no Brasil melhorou bastante, é um sucesso, porém ainda há uma distância muito grande que a gente tem que superar. Corremos uma parte da maratona, mas falta muito - diz Thedim.
Apesar de lenta, a melhora na distribuição de renda também aparece nos números. De um ano para o outro, o grupo dos mais ricos ficou 8,3% maior e sua fatia na renda total cresceu um pouco menos: 5,23%. Já o grupo dos mais pobres encolheu 14% e sua fatia na renda, embora ainda muito pequena, se manteve estável.

Fonte O Globo 

III Encontro de Umbandistas de Sergipe

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

União doa terrenos para construção de Casas da Mulher Brasileira

A União transferiu oito terrenos para a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, onde serão construídas Casas da Mulher Brasileira em sete estados e no Distrito Federal. A casa vai oferecer serviços como atendimento psicossocial, acolhimento, abrigo, juizados e varas e orientação sobre oportunidades de trabalho e qualificação profissional para vítimas de violência.
A construção das casas faz parte do Programa Mulher,Viver sem Violência. A ministra da secretaria, Eleonora Menicucci, informou que a meta é entregar as primeiras unidades até junho de 2014. Os oito terrenos estão localizados no Distrito Federal e nos seguintes estados: Alagoas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará e Roraima. Até o fim do próximo ano, o objetivo é ter uma casa em cada capital do país, de acordo com a ministra.
A transferência dos terrenos foi feita pela Secretaria de Patrimônio da União. No total, serão 27 terrenos cedidos, incluindo os oito terrenos cedidos hoje. Eleonora Menicucci destacou que o objetivo é desenvolver um país mais justo, pois “as mulheres brasileiras não podem continuar apanhando”. Ela ressaltou que “o foco da secretaria é colocar esse programa em pé”. A previsão é atender cerca de 200 pessoas por dia.
A secretária de Patrimônio da União, Cassandra Maroni Nunes, informou que os oito terrenos cedidos estão avaliados em cerca de R$ 60 milhões, com área total de 62 mil metros quadrados.
As casas da Mulher Brasileira serão construídas em parceria com estados, municípios e o Judiciário, que assumem compromisso de viabilizar os serviços públicos. O custo médio de cada unidade está estimado em R$ 4 milhões, incluindo construção, equipamentos, mobiliário e transporte, com financiamento do governo federal. Serão destinados R$ 116 milhões para a construção, que serão administrados pelo Banco do Brasil.

Fonte: EBC

VI Encontro Saúde da População Negra e Aids

encontroaidsnegros2013

Secretaria de Saúde do Rio lança campanha contra racismo e preconceito no SUS

Em comemoração ao Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, a ser celebrado no domingo (27), a Secretaria de Estado de Saúde lançou hoje (25) a campanha de combate ao racismo e preconceito no Sistema Único de Saúde (SUS). A ação, que tem o apoio do Comitê Técnico Estadual de Saúde da População Negra, ocorreu na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Copacabana, zona sul do Rio. Dezenas de 70 pessoas, entre profissionais de saúde, usuários da unidade e representantes de diversas secretarias estaduais e municipais, participaram do evento. 
Segundo Carina Pacheco, assessora técnica de Gestão Estratégica e Participativa da Secretaria de Saúde, a ação abriu pequenos debates sobre o tema entre os convidados. Cartilhas e cartazes explicitando diversos tipos de preconceito foram distribuídas ao público. 
”O objetivo da ação é enfrentar qualquer tipo de preconceito, seja ele racial, religioso ou sexual nas unidades de Saúde do estado. A ideia foi fazer uma campanha ampla, abordando o preconceito como um todo. Colocamos cartazes com transexuais e pessoas com vestimenta de religiões africanas para explicitar esse nosso desejo. A proposta é promover mudanças de comportamento nos profissionais de saúde, levando a uma sensibilização sobre esse tema. Ele [o preconceito] deve ser combatido por meio de políticas de saúde pública que garantam um atendimento mais igualitário no SUS", disse.
De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cerca de 80% dos atendimentos e internações de pacientes negros no Brasil se concentram no SUS. O baixo índice de assistência à população negra também é explícito na porcentagem de mulheres negras de 25 anos ou mais que nunca fizeram exames de mama na vida: 46,3%, contra 28,7% de mulheres brancas. 
A campanha vai percorrer todas as unidades estaduais de Saúde até o dia 20 de novembro, quando é comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra. 



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

PF desmonta organização que traficava brasileiras

Estima-se que os criminosos movimentaram US$ 45 milhões com o tráfico internacional de mulheres desde 2007
A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje, 24/10, a Operação Garina para desarticular organização criminosa que traficava mulheres brasileiras para Angola, a fim de prostituí-las para clientes de elevado poder econômico.

Foram cumpridos 16 mandados judiciais: 5 de prisão e 11 de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Cotia e Guarulhos. Além destes presos, dois estrangeiros que se encontram no exterior, também integrantes do grupo criminoso, tiveram prisão decretada pela Justiça Federal e seus nomes foram incluídos na lista mundial de procurados pela Interpol (difusão vermelha).
Ao longo da investigação, iniciada há um ano, obteve-se provas de que as vítimas eram aliciadas pelo grupo criminoso em casas noturnas paulistanas, mediante promessa de pagamento de US $ 10 mil dólares para se prostituirem pelo período de uma semana. Brasileiras do meio artístico receberam até U$ 100 mil para se relacionar sexualmente com um rico empresário e ex-parlamentar de Angola. Há fortes indícios de que parte das vítimas foi privada temporariamente de sua liberdade no exterior e obrigada a manter relações sexuais sem preservativos com clientes estrangeiros. Para essas vítimas, os criminosos ofereciam um falso coquetel de drogas anti-AIDS.
Estima-se que a organização criminosa movimentou aproximadamente US $ 45 milhões de dólares com o tráfico internacional de mulheres desde 2007.
Os investigados serão indiciados por crime de participação em organização criminosa, tráfico internacional de pessoas, favorecimento à prostituição, rufianismo, estelionato, cárcere privado e perigo para a vida ou saúde de outrem, cujas penas máximas somadas podem atingir 31 anos de prisão.
O nome da operação, Garina, significa menina na gíria de Angola, principal destino do tráfico de mulheres praticado pela organização criminosa desarticulada.
Fonte:

Festival Internacional da Diversidade Cultural




Durante todo o mês de novembro acontece o II Festival OMI - O Festival Internacional da Diversidade Cultural, em comemoração ao Mês da Consciência Negra.
As atividades do evento estão distribuídas em diversos horários e locais da capital mineira. Toda a programação, que inclui diversas intervenções culturais, mesas-redondas, oficinas, exposições artísticas, mostra de filmes africanos e shows é gratuita e as inscrições podem ser feitas pelo sitewww.insod.org.

O II Festival OMI - O Festival Internacional da Diversidade Cultural acontece a partir do dia 01 e seguirá até o dia 30 de novembro de 2013 em Belo Horizonte/MG.

Participe!


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

SEMINÁRIO MULHER NEGRA

FAN - 7º Festival de Arte Negra

Data: de 19.10.2013 até 26.10.2013
O FAN é o maior festival latinoamericano dedicado à cultura e à arte negra! Idealizado a partir da necessidade de valorizar a vigorosa produção cultural de matrizes africanas, o FAN transforma a capital mineira em um dos pólos de reflexão sobre a arte negra na contemporaneidade.
Informações Adicionais:
 Centros Culturais, Praça da Estação, Centoequatro e Funarte.
Telefone: 31 3277-4366
Email: festivaisbh.fmc@pbh.gov.br
Promoção: Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC)
Realização: Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC)
Eventos Relacionados
24.10.2013
Seminário Arte e Diferença
O Seminário Arte e Diferença pretende estabelecer um diálogo interdisciplinar entre as Artes e as áreas da Saúde Físico-Motora e Mental para pensar o local da diferença nos processos art...
25.10.2013
Arte do Samba
 Venha curtir o melhor do samba e pagode, toda sexta-feira com o Grupo Arte do Samba!!!
26.10.2013
Quarteirão do Soul
Evento cultural que ocorre todo terceiro e quarto sábado do mês com músicas dos anos 70 e 80 no estilo soul e funk.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Fórum de mulheres negras de Minas Gerais cobra ações efetivas da ALMG no combate ao preconceito

Imagem 564O Fórum Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais realizou na última segunda-feira, 21, na Assembleia Legislativa, um seminário de planejamento para tratar das realidades que a mulher negra enfrenta em diversos setores da sociedade. Representantes de vários municípios estiveram presentes e na ocasião discutiram questões de saúde, educação e combate ao preconceito. Para Mônica Aguiar, coordenadora geral do Centro de Referência de Cultura da Mulher Negra de Minas e membro da coordenação estadual da III Conepir/MG, as mulheres precisam estar unidas para vencer os desafios, alcançar respeito e conquistar novos espaços.
A reunião de trabalho aconteceu com o apoio da deputada estadual Maria Tereza Lara (PT), fundadora e ex-coordenadora da Frente Parlamentar de Promoção da Igualdade da Assembleia de Minas. A parlamentar ouviu as reivindicações das mulheres que cobraram ações eficazes da Assembleia Legislativa, como campanhas permanentes contra o racismo,  adesão dos parlamentares à causa  dos negros no Estado. “Independente da raça, da religião, o importante é vivermos um projeto que nos una, termos o compromisso de combater todo e qualquer tipo de preconceito, proporcionando o acesso do cidadão à escola (da educação básica às universidades), à saúde, manter sua segurança e preservar sua dignidade. O negro tem lutado bravamente, militado contra as injustiças sociais, mas isso não é batalha só deles e sim de todos os homens e mulheres de bem desse país”, apontou a deputada.
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Durante o Seminário, além do planejamento das agendas para 2014, um documento manifesto do Fórum Estadual de Mulheres Negras, foi entregue a Coordenadoria Estadual de Promoção da Igualdade Racial ,Sr. Clever Machado Coordenador,  ao Conselho Estadual de Participação e Integração da Comunidade Negra de Minas Gerais e à deputada Maria Tereza. Trata-se da proposta aprovada na III Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial realizada em agosto deste ano, que garante a reserva de 30% no mínimo de vagas para mulheres negras na composição do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial e reconhecimento do dia 25 de julho como Dia de Luta da Mulher Negra Latino-America e Caribenha no calendário do Estado. “Precisamos dar passos, seja no legislativo, através das secretarias, dentro do Movimento Negro. O Fórum tem esse papel: estabelecer a legitimidade de nossos propósitos, adquirir poder de voz para abrir caminhos corretos e construir novos diálogos”, finalizou Mônica Aguiar.
Para Rita Bento de Cataguases garantir  cotas minima de mulheres negras no Conselho Estadual de Participação e Integração da Comunidade Negra de Minas Gerais,  demonstra  responsabilidade em combater o racismo e reconhecimento das especificidades. Espera que o compromisso firmado pelo SR. Clever Coordenador Estadual em acrescentar  em conjunto com a Assembleia na Lei que cria o Conselho  seja cumprido . 
Zélia de Juiz de Fora afirma  que as mulheres negras mineiras tem realizado conquistas que que sevem de exemplo para o pais. Aja vista a paridade na eleição dos delegados e delegadas à IIIª Conferencia Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que foi cumprida . Esta proposta e aprovação no artigo do regulamento,  foi fruto da organização do Fórum Estadual de Mulheres Negras .diz Zélia . 
Já as jovens Libine, Marilsa, Jessica Carolina e Raissa,  afirmaram que ter conquistado 30% de jovens na composição dos e das delegadas nacional foi um avanço estimado pois esta representação foi garantida como das mulheres negras no regulamento, aprovado em plenário. As jovens negras tem questões que são especificidades. Precisamos  estar presentes em fóruns maiores para dialogar com quem tem experiência e apresentar nossas propostas. Este é nosso desafio. Afirma Raissa de Cataguases delegada à IIIª Conferencia Nacional .
Estamos em um momento de provocar o Estado  para implementação e cumprimento das Leis já aprovadas desde 2003. As mulheres Negras tem ao longo de sua história contribuindo par formulação destas, devemos romper de fato com a invisibilidade . Afirma a jornalista Terezinha da cidade  de Viçosa  .
Este momento reabre o dialogo  de constituímos mais  ações para se ter  mulheres no poder, precisamos eleger uma bancada de mulheres que realmente nos represente no Estado e no pais. Afirma Rita Calazans Secretária Estadual de Mulheres do PT em Minas .

O encontro foi marcado também com a posse da Direção do Fórum que passa ser legalmente constituído.  
Coordenadora geral : Monica Aguiar BH / Coordenadora Rita Bento Cataguases/ Primeira Secretária Lìbine Christian Ouro Preto / Segunda Secretária Tânia Costa BH/ Primeira Tesoureira Zélia Lucia Juiz de Fora / Segunda Tesoureira Rita Calazans BH/ 
Coordenadoras Regionais : Vera Flauzino Juiz de Fora/  Terezinha Ferreira Viçosa/ Marcinéia Cândido Cataguases/ Rayssa Santiago Ctaguases/ Marlucia Patrocinia Pompeu / Rita de Cássia Contagem  / Suely Bento Conselheiro Lafaiete / Marilsa Carlos Sabara. 
    
  
 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Carta - Manifesto Fórum de Mulheres Negras de Minas Gerais

MANIFESTAM 

A luta das mulheres negras mineiras tem sido ininterrupta ao longo da história de existência de nosso estado e de nosso país. Somos nós as maiores vítimas da profunda desigualdade racial que vigora na sociedade mineira. É sobre nós que recai todo o peso da herança colonial, em que o sistema patriarcal apoia-se solidamente com a herança do sistema escravista.
A interseccionalidade do racismo, sexismo, das desigualdades econômicas e regionais produz em nossas vidas um quadro de destituição, injustiça e de máxima exclusão.

Todo e qualquer avanço apontado deve-se à luta diuturna que realizamos para conquistamos minimamente a igualdade, a oportunidade e o acesso aos direitos fundamentais e bens sociais.
É neste cenário de busca pelo empoderamento de nós, mulheres negras, que surge o Fórum de Mulheres Negras de Minas Gerais, aqui representado por várias cidades de regiões do Estado, onde a predominância populacional são as mulheres negras.

Entendendo que todas as denúncias de desigualdades que sofremos no Estado de Minas Gerais já foram realizadas aos órgãos competentes do Estado em 2009, com o principal objetivo de promover as reparações e reconhecimento de nossas especificidades, através das políticas públicas, aniquilando com a imensa dívida contraída com a população negra, especialmente com as mulheres negras, destacamos que o Brasil é signatário do Relatório e do Plano de Ação produzidos, comprometendo-se, oficialmente com a sua execução.

O Brasil, em 2006, no Chile, participou da conferência que ratificou as decisões da Conferência de Durban. No dia 21 de setembro de 2011, em Nova York, esteve presente na comemoração dos 10 anos da Conferência de Durban, fruto da luta do povo negro no mundo e da articulação das mulheres negras no mundo, a escravidão foi considerada crime de lesa-humanidade, e os países que se nutriram desse regime devem responsabilizar-se pela elaboração e pela implementação de políticas que visem reparar os danos causados a milhões de pessoas pelo regime escravista.

Com a convicção que o racismo introduz uma rigidez adicional ao exercício da cidadania e à democratização do desenvolvimento, foi criada a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), a Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial, o Plano Nacional, o Fórum Governamental (FIPIR), a Política Nacional de Atenção à Saúde da População Negra, transversalidade nas ações afirmativas, assinatura das Leis 10639 e 4887/2003, aprovação das Cotas Raciais, aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, criação dos Conselhos de Promoção da Igualdade Racial, realizações das Conferências Nacional, Estadual e Municipais de Promoção da Igualdade Racial, as intervenções e diálogos com a sociedade organizada em especial o movimento negro, todas as ações representam um avanço no processo de construção de uma democracia substantiva, pois significa a concretização de importantes demandas das mulheres negras junto ao Estado brasileiro, um dos (co)responsáveis pelos séculos de escravismo e manutenção de mecanismos de subalternização da população negra até hoje – inclusive por meio do racismo institucional.

É a partir deste cenário que nós, Mulheres Negras, manifestamos  nossa apreensão face ao quadro de desigualdades que somos ainda atingidas e submetidas no Estado de Minas Gerais em todas as áreas, cujas mesmas são apresentadas no relatório que foi discutido e aprovado no Seminário Estadual de Mulheres Negras, realizado nos dias 21 e 22 de junho de 2013 em Cataguases e na IIIª Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, realizada nos dias 28, 29 e 30 de agosto também deste ano em Caeté, anexo nesta carta.

O Fórum de Mulheres Negras de Minas Gerais entende que para cumprir com todos os protocolos, todas as decisões, todos os acordos e todos os planos de ação das conferências que o país e o Estado de Minas Gerais subscreveu para efetivamente promover a equidade de gênero, de raça e respeitar os direitos humanos das mulheres negras brasileiras, ressalta que somente com as políticas públicas especificas e direcionadas aos setores até aqui excluídos as mulheres negras, terão o pleno exercício da sua cidadania.

Neste, não podemos deixar de falar da IIIª Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, que reuniu em torno de 320 delegadas e delegados, representantes da sociedade civil e gestores, das principais regiões do Estado, e um dos principais avanços desta conferência, foi a aprovação no regulamento interno, da obrigatoriedade de 50% de mulheres (paridade) como delegadas à nacional e 30% de juventude. Fruto da organização do Fórum de Mulheres Negras de Minas Gerais.

Certas do compromisso apontados em defesa  os direitos das mulheres, manifestado por várias ações proporcionadas às mulheres de diferentes idades, credos, orientações sexuais, identidade de gênero, raças e religiões. Comparecemos aqui solicitando a inclusão na Lei que institui o Conselho de Estadual de Promoção da Igualdade Racial de no mínimo 30% de mulheres negras, considerando sua composição total, cumprindo com o disposto aprovado na IIIª Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial.




Assim, Minas Gerais dará um grande passo no reconhecimento das especificidades de nós mulheres negras existentes, na importância desta representação para garantir o diálogo com o Estado e o controle social das ações de promoção da igualdade racial e as que envolvem as mulheres negras em seus segmentos indígenas, quilombolas, trabalhadoras rurais e urbanas, jovens, estudantes e acadêmicas e empreendedoras.

FÓRUM DE MULHERES NEGRAS DE MINAS GERAIS