sábado, 24 de agosto de 2013

Mais de 50% das profissionais deixam trabalho após terem filhos

Pesquisa da companhia de recrutamento Catho indicou que 53% das profissionais que têm filhos deixam o mercado de trabalho para se dedicar à criança. Destas, 18,6% não voltam ao mercado de trabalho.

Um quarto das profissionais (25,8%) leva entre um a dois anos para retomar a vida corporativa. "O que percebemos é que mulheres de classe social mais baixa colocam na ponta de lápis os custos para criação dos filhos, e algumas preferem ficar em casa a pagar uma babá", afirma a diretora de recursos humanos da Catho, Telma Souza.
Segundo ela, as mulheres de classe alta também acabam deixando o mercado de trabalho, mas por outros motivos. "Elas demoram mais para ter filhos e encaram a maternidade como algo muito importante, então querem se dedicar a isso com toda energia", diz.
Já as profissionais de classe média tendem a conciliar a carreira e a maternidade. "Elas às vezes saem do mercado, mas voltam mais rápido", afirma.
De acordo com Telma, a demora para retornar ao mercado deve-se a duas coisas: o tempo de recolocação e a idade das crianças. "A maior parte das mulheres se condiciona a ficar com o filho até o primeiro ano, que é quando a criança começa a ter mais autossuficiência. Quando ela volta, além do tempo de recolocação ser maior do que o dos homens, assume o ônus de retornar com salários mais baixos do que os anteriores", explica.Segundo a pesquisa, o tempo de recolocação das mulheres é de cerca de seis meses, enquanto os homens demoram cerca de cinco para conseguir um novo emprego.
O levantamento ouviu 53,6 mil profissionais de 1.677 cidades do país, entre fevereiro e março deste ano.
MULHERES NA LIDERANÇA
As mulheres brasileiras aumentaram sua participação em cargos de liderança nas empresas, mas ainda ocupam menos essas altas posições. Elas representam 45% da força de trabalho do país, mas ocupam apenas 7,9% dos cargos de diretoria, 7,7% dos postos em conselhos de administração e 3,5% das posições presidente-executivo.
Em cargos de gerente, houve crescimento de 72% na participação feminina entre 2002 e 2013 --ainda assim, as mulheres representam apenas 38,25% do total. Nos postos de coordenação, a participação feminina aumentou 61%.
As áreas de destaque na participação feminina são: recursos humanos, educação, administração, relações públicas e medicina.

ESTUDO
A pesquisa mostrou que as mulheres têm, em média, um ano a mais de estudos em comparação ao sexo masculino -- 9,2 contra 8,2 anos, respectivamente.
50,8% das mulheres que responderam a pesquisa têm formação completa no curso superior, enquanto apenas 47,1% dos homens tem graduação completa. Elas também saem na frente na pós-graduação, com 14,6% contra 12,4% do gênero masculino.
Já na fluência de línguas estrangeiras, os homens estão na frente. 33,1% dos homens falam inglês fluente, enquanto 28,1% das mulheres tem a mesma facilidade. No espanhol, são 15,2% dos homens frente a 12,7% das mulheres.

TRABALHO X VIDA PESSOAL

A preocupação com a família faz com que as mulheres sejam mais conservadoras na hora de aceitar mudanças na sua vida profissional.
Enquanto apenas 7,2% dos homens não aceitariam mudar de estado sob nenhuma condição, 15,7% das mulheres negariam a proposta. O mesmo acontece quanto às mudanças de país: 24% das entrevistadas não aceitariam a realocação de jeito nenhum, enquanto apenas 14% dos entrevistados declinariam a troca.
A diferença também é grande em relação a cargos que só permitam passar os finais de semana em casa. Enquanto 80,6% dos homens aceitariam o posto, apenas 68,4% das mulheres fariam o mesmo.

Fonte: A Folha 

Pró-Equidade de Gênero e Raça é intencificado nas empresas do Rio de Janeiro

23/08 - SPM intensifica mobilização do Pró-Equidade de Gênero e Raça para empresas do Rio de JaneiroO Programa segue com inscrições abertas até 30 de agosto. Inscrições e informações
 
5ª edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), foi apresentada, na manhã dessa quinta-feira (22/08), durante o Fórum Pró-Equidade de Gênero e Raça dos Fundos de Pensão, no Rio de Janeiro. O encontro contou com a presença da secretária de Políticas do Trabalho e de Autonomia Econômica das Mulheres da SPM, Tatau Godinho.
 
Representantes das empresas, nas quais as fundações detêm participação societária, conferiram as propostas do programa da SPM e reforçaram o compromisso assumido, por elas, na promoção da equidade de gênero e raça no mundo do trabalho. As entidades de previdência complementar que compõem o Fórum foram sensibilizadas sobre a importância da equidade no ambiente de trabalho.
 
“A autonomia econômica das mulheres é uma das prioridades do governo federal. E, com esse programa, estamos avançando na promoção da igualdade entre mulheres e homens no mundo dos negócios e dando visibilidade para a inserção e permanência daquelas que trabalham no setor", disse a secretária Tatau ao fazer convite para que as empresas façam adesão à 5ª edição do Pró-Equidade de Gênero e Raça. 
 
Em sua exposição, acrescentou que o programa já apresenta impacto nas relações de trabalho. "As empresas que dele participam chegam a apresentar cinco vezes mais mulheres em cargos executivos do que as que ainda não aderiram”, completou.
 
Inscrições até 30/8 – Em sua quinta edição, o Pró-Equidade de Gênero e Raça está com inscrições abertas até 30 de agosto. Podem participar empresas e instituições privadas e públicas – que tenham ações ou estejam interessadas em enfrentar discriminações no trabalho. Inscrições pelo e-mail proequidade@spm.gov.br
 
Desde 2005, quando foi criado, o programa atingiu direta ou indiretamente cerca de 900 mil funcionárias e funcionários – 45% mulheres e 55% homens. É coordenado pela SPM com o apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero o Empoderamento das Mulheres e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Correios reserva 10% de patrocínio cultural a pretos e pardos

Correios reserva 10% de patrocínio cultural a pretos e pardos

Valor corresponde a R$ 3,5 mi de investimentos em projetos culturais de Dança, Teatro, Artes Visuais, Humanidades, Audiovisual e Música. Inscrições vão até 19 de setembro, no site www.correios.com.br

Ficam abertas, até o dia 19 de setembro, as inscrições para o Sistema Aberto de Seleção de Patrocínios dos Correios, que destinará R$ 35 milhões a projetos culturais executados entre julho de 2014 e dezembro de 2015. A novidade é que, pela primeira vez, a instituição reserva 10% desses recursos a proponentes autodeclarados pretos e pardos, de acordo com definição do IBGE. A medida é fruto de parceria entre a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e os Correios.
O objetivo é promover diferentes projetos culturais, no maior número de Unidades Federativas, de maneira a contribuir para a formação de plateias e a valorização da cultura brasileira.
Podem se inscrever as seguintes categorias: Artes Cênicas – Dança: Apresentação, circulação, mostras e/ou festivais de dança. Artes Cênicas – Teatro: Projetos de produção/montagem, apresentação e/ou circulação de peças teatrais (para espaços fechados ou de rua, adulto ou infanto-juvenil, além de mostras e/ ou festivais).Artes Visuais: Exposições de pintura, artesanato, desenho, escultura, fotografia, gravura e filatelia, que contemplem a realização de projeto pedagógico, tais como visitas guiadas e monitoria. Humanidades – evento literário e programa de incentivo à Leitura: Encontros literários ou programas de incentivo à leitura. Audiovisual: Realização de Mostras ou Festivais de Cinema e Vídeo. Música: Apresentação, circulação ou festival de música instrumental, clássica e de concerto ou de outros gêneros musicais brasileiros.
Todas as etapas de inscrição devem ser feitas digitalmente, no formulário disponível exclusivamente no site www.correios.com.br/patrocinio, por meio de sistema específico, no período de 00h00min do dia 01/08/2013 às 23h59min do dia 19/09/2013, horários de Brasília.

O processo de seleção de projetos prevê, ainda, análise por Comissões de Seleção Internas, aprovação pelo Conselho Diretor dos Correios e posterior validação das ações selecionadas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – Secom/PR.

O resultado será divulgado em março de 2014 no Diário Oficial da União e no site dos Correios. O edital completo e mais informações estão disponíveis no endereço
http://www.correios.com.br/institucional/conheca_correios/acoes_culturais/esp_cult_rj/patrocinio/Conteudo/edital.cfm?edital=Cultural.

Festival de Curtas de São Paulo destaca relações humanas e protagonismo feminino

O Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo divulgou a lista de filmes selecionados de sua 24.ª edição
A 24ª edição do Festival de Curtas de São Paulo traz mais de 400 filmes nacionais e internacionais, que serão exibidos ao público a partir de ontem (23) em 17 locais na capital, além de Ribeirão Preto, Sorocaba, Votorantim (SP) e Curitiba. Os curtas estão divididos em quarto mostras – Internacional, Latino-Americana, Brasil e Panorama Paulista – e em 14 programas especiais.
Na Mostra Brasil, serão apresentados 58 curtas selecionados entre os 567 inscritos, que focam paisagens, regionalidades brasileiras e relações humanas. Entre as estreias, estão o curta Nascemos HojeQuando o Céu Estava Carregado de Ferro e Veneno, da dupla Marco Dutra e Juliana Rojas, diretores do longa-metragemTrabalhar Cansa, que estreou no Festival de Cannes.
“É muito impressionante pensar como esse Brasil diverso está bem retratado na tela. E tem um aprofundamento nas relações humanas. Tem mais filmes falando de gente, de como as pessoas se relacionam, do que históricos, tragédias ou coisas assim. Isso foi muito bonito de pensar”, ressaltou a diretora do Festival, Zita Carvalhosa.
A mostra Internacional apresenta este ano 58 produções, selecionados a partir de mais de 3 mil curtas-metragens inscritos. Destacam-se este ano os filmes do Oriente Médio e África, especialmente em relação às questões do feminino. Um dos destaques é Yellow Fever, uma coprodução Quênia-Reino Unido da diretora Ng’endo Mukii , que explora a autoimagem de mulheres africanas e a beleza exposta pela mídia. O filme foi o vencedor de vários festivais na África e também no Festival de Oberhausen, na Alemanha.
“Na mostra Internacional a gente reparou uma coisa: as mulheres apareceram. No Oriente Médio e na África, essas cinematografias em geral não tinham muita representação feminina. E este ano tivemos vários filmes que abordam o universo da mulher, o que quer dizer também que tem uma transformação ali que a gente pode ver nos curtas”, ressalta Carvalhosa.
Em cinco programas e 27 filmes, a Mostra Latino-Americana tem a maioria dos curtas vindos da Argentina, com destaque para o bom humor e o cinismo diante do comportamento humano. “Os filmes são muito interessantes nesse tipo de abordagem.”
Um dos destaques da edição 2013 é o programa Cinema do Desbunde, que trará filmes experimentais dos anos 70 feitos em Super 8. Cineastas brasileiros vão exibir, pela primeira vez no festival, filmes de 3 minutos neste modo. “Nos anos 70, um cinema mais livre era possível por causa da câmera Super 8. Hoje todo mundo está com uma câmera na mão. E a gente está pensando que se pode deslumbrar um pouco mais com essas câmeras na mão. É esse o sentido. A gente deu um rolinho de Super 8 para cada realizador para eles fazerem um filme com um rolinho de 3 minutos.”
O 24º Festival Internacional de Curtas de São Paulo iniciou dia (22) – sessão para convidados – a 30 de agosto. As sessões abertas ao público começam ontem (23), no Museu da Imagem e do Som, CineSesc, Espaço Itaú Augusta, Cinemateca Brasileira, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo e Cinusp. 
A entrada é gratuita. Em Ribeirão Preto ocorre em 7 e 8 de
 setembro, em Sorocaba e Votorantim, de 12 a 15 de setembro,  
em Curitiba, de 20 a 22 de setembro.

Candidatas aprovadas em concurso da PM do Rio protestam por convocação

Cerca de 50 mulheres protestaram dia (22) , por não terem sido convocadas para ocupar vagas na Polícia Militar (PM). As manifestantes relataram que há três anos foram aprovadas em concurso público da corporação e até o momento não foram chamadas. O protesto ocorreu em frente ao quartel-general da corporação, no centro da cidade.
Segundo elas, 6,5 mil candidatas aguardam convocação do concurso, feito em setembro de 2010. Com cartazes com frases como "Chega de preconceito na PMERJ [Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro]" e "Abaixo o machismo na corporação", o grupo alega que a demora na convocação está relacionada ao fato de serem mulheres.
De acordo com a porta-voz do grupo, Aretta Poto, nos últimos três anos, todos os candidatos do sexo masculino aprovados foram chamados e apenas parte das mulheres aprovadas foi convocada pela PM. "O estado não quer mulher na corporação. Infelizmente, existe um preconceito muito grande no meio militar com as mulheres", disse Aretta.
Segundo a porta-voz, a PM já indicou que pretende fazer um novo concurso este ano, contrariando a legislação, que prevê mais um certame apenas após a convocação de todos os aprovados na seleção anterior. "Estamos no meio de uma confusão. Não existe nenhum documento oficial, e nenhuma publicação do Diário Oficial que esclareça essa situação. Inicialmente, a validade desse concurso era dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Então, nós ainda estamos dentro do prazo de convocação", disse Aretta.
Depois de quase uma hora de protesto, seis representantes se reuniram com o comandante da PM, José Luiz Castro Menezes, por cerca de uma hora e meia. Segundo o grupo, a Secretaria de Segurança Pública fará uma reunião com a Polícia Militar ainda hoje sobre o caso.
Fonte: AG.Brasil 

Encontro finaliza apresentando dados das mulheres encarceradas no Brasil

O Brasil tem a quarta população carcerária do mundo, com 550 mil detentos, dos quais 35 mil são mulheres, o que corresponde a 7% do total, um número que vem crescendo de forma “assustadora”, principalmente pelo envolvimento com tráfico de drogas, e elas sofrem com discriminação, violência e falta de assistência médica nas cadeias, segundo o juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luciano Losekann.
Esta situação é motivo dos debates do 2º Encontro Nacional do Encarceramento Feminino, na Escola de Magistratura Federal da 1ª Região (Esmaf), em Brasília, com a participação de especialistas e autoridades do setor penitenciário e do Poder Judiciário.
Entre as mulheres encarceradas nas prisões brasileiras, há 829 estrangeiras, que passam ainda por piores situações, por não entenderem o português, o processo judicial do país e os seus direitos, o que dificulta ainda mais até mesmo sua situação quando saem da cadeia, pois não têm documentação para trabalhar, quando não são expulsas do país, já que têm o passaporte apreendido e muitas não conseguem recuperá-lo.
Situações como essas foram expostas pelo juiz Luciano Losekann, também coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (DMF) do Conselho Nacional de Justiça, um dos promotores do evento, juntamente com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça. Para o diretor do Depen, Augusto Eduardo Rossini, as falhas que o sistema penitenciário apresenta são um problema de todos os órgãos que atuam nessa área, e, para corrigir situações como as que afetam as presidiárias, o Depen elaborou uma política de atenção às mulheres encarceradas e seus filhos e vem trabalhando para implementar medidas que melhorem esse quadro.
Entre as dificuldades que as presidiárias enfrentam no cárcere está o não atendimento às suas necessidades de gênero, como, tratamento ginecológico, fornecimento de absorventes e espaço materno-infantil para as mães e seus bebês. Na questão da assistência médica, essa situação decorre da falta de profissionais especializados, pois o sistema penitenciário brasileiro conta com apenas 15 médicos ginecologistas para uma população de 35.039 presas, ou seja, um profissional para cada grupo de 2.335 mulheres, segundo dados do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (Infopen), do Ministério da Justiça, de dezembro de 2012.
De acordo com um cálculo do DMF, para garantir pelo menos uma consulta ginecológica anual por mulher, como recomenda o Ministério da Saúde, cada ginecologista penitenciário teria que trabalhar 365 dias por ano e atender seis pacientes diariamente. Segundo o Juiz Luciano Losekann “o ideal seria que cada unidade prisional contasse com um médico ginecologista. Mas, diante do baixo contingente de profissionais, as administrações penitenciárias adotam a alternativa de encaminhar as detentas para atendimento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) do município em que se situam”.
Mas esse é apenas um dos problemas que afligem as mulheres. Losekann relatou que elas não têm informações necessárias sobre seus direitos e sofrem violências constantes nos presídios, entre elas a “retirada abrupta e brutal dos filhos recém-nascidos quando completam seis meses de idade”. Para tentar amenizar a situação o CNJ elaborou a Cartilha da Mulher Presa para distribuir às detentas em todo o país. A cartilha esclarece, por exemplo, que a presidiária “só perderá a guarda do filho e o poder familiar quando cometer crime doloso contra o próprio filho, se o crime for sujeito à pena de reclusão”. A cartilha diz ainda que a detenta tem direito de aleitamento ao filho recém-nascido. “A Constituição Federal assegura em seu Artigo 5º, Inciso L, que o filho recém-nascido permaneça ao seu lado durante o período de amamentação. Em razão disso, deve existir na penitenciária ala reservada para as mulheres grávidas e para as internas que estão amamentando”.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Negros e Mulheres ainda ficam mais tempo desempregados no Brasil

Mulheres e negros são mais de 60% entre os que estão desempregados há mais de um ano.

O bom desempenho do mercado de trabalho brasileiro nos últimos anos expôs um grave problema: a existência de um grupo de pessoas que dificilmente consegue uma vaga, mesmo quando as taxas de desemprego são as menores da história, em patamares próximos a 6% (pelos cálculos do IBGE), como vem ocorrendo no Brasil nos últimos dois anos. Segundo especialistas, para esse grupo, se o emprego é difícil quando o quadro é favorável no mercado de trabalho, a situação se torna ainda mais crítica quando a perda de fôlego na economia começa a se refletir na geração de vagas, como está acontecendo agora.
Estudo feito pelo Dieese, a pedido do GLOBO, mostra que mulheres e negros, que já são a maioria entre todos os desempregados, são ainda mais numerosos entre os que buscam vaga há mais de um ano. Entre os trabalhadores que procura emprego há menos de um ano, 53,9% são mulheres e 53,3%, negros. Essas fatias sobem para 63,2% e 60,6% entre os que estão desempregados há mais de um ano. - O desemprego caiu nos últimos anos. Mas é como uma piscina com um fluxo de entrada e saída. Tem gente sempre ficando no fundo e, quanto mais tempo a pessoa fica desempregada, mais tempo ela tende a ficar desempregada - diz a economista Lúcia Garcia, coordenadora das Pesquisas de Emprego e Desemprego do Dieese.
Quanto menor a taxa geral de desemprego, mais numerosos são negros e mulheres entre os desempregados de longo prazo. Segundo o Diesse, em 1999, quando a taxa de desemprego pela instituição era perto de 20%, negros e mulheres eram cerca de metade dos trabalhadores sem emprego há mais de um ano. Em 2012, quando a taxa de desocupação foi de 10,5%, nas contas do Dieese, eles superavam 60% dos desempregados de longo prazo.
O IBGE, que calcula a taxa de desemprego oficial do país a partir de seis regiões metropolitanas, estima que há 205.155 pessoas nessa situação, ou 14% de quem buscava vaga em junho. - O desemprego alto afeta todos, nivela por baixo. Quando a taxa de desemprego cai, atinge de maneira mais persistente os grupos sociais mais vulneráveis - diz Lúcia.
Segundo o estudo do Dieese, quando se considera a escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo ou superior incompleto são a maior parcela: 46,2% dos que estão há muito tempo desempregados. Na avaliação de Lúcia, o aumento da escolaridade média do brasileiro explica a maior parcela de desempregados de longa duração com ensino médio ou superior incompleto. Nos últimos anos, os jovens puderam ficar mais tempo estudando antes de buscar emprego, mas essa escolaridade maior nem sempre garantiu a entrada no mercado de trabalho. A mineira Leila Soares, de 27 anos, conta que com o ensino médio completo tem visto as portas do emprego se fecharem por falta de experiência. Cursa o ensino profissionalizante para auxiliar administrativa e viu como é difícil conciliar estudo e trabalho. Em um dos últimos empregos, como vendedora, acabou demitida: - Queria estudar também e falavam que não dava - conta.
Leila veio para o Rio há oito anos em busca de condições melhores de emprego e até agora não encontrou: - Dá a impressão de que nunca está bom, que não estou atendendo às exigências.
"Essas pessoas estão a deus dará"
Claudio Dedecca, professor da Unicamp, diz que, quando a economia começa a crescer e o desemprego cai rapidamente, como ocorreu no Brasil, as empresas admitem primeiro as pessoas mais bem posicionadas no mercado e só depois aquelas com defasagem profissional: - A taxa de desemprego baixa fica carregada de trabalhadores com qualificação desfavorável. Essas pessoas sobrando no desemprego estão a Deus dará, porque o país não tem política pública para reingresso no mercado.
Para o coordenador de Estudos e Pesquisa em Trabalho e Renda do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Gabriel Ulyssea, a maior escolaridade da força de trabalho e a política de valorização do salário mínimo ampliaram exigências dos empregadores: - Eles buscam maior produtividade do empregado e optam pelos mais qualificados.
Desde que deixou o Piscinão de Ramos em fevereiro de 2012, onde vendia sacolé com a filha, Ileane Ambrósio da Silva, 42 anos, madruga em busca de emprego. Sai de casa às 4h30 para ir aos centros de atendimento profissional e conta que os empregadores estão mais exigentes para pessoas como ela, que conseguiu estudar apenas seis meses e só sabe assinar o próprio nome.
- Nunca tive carteira de trabalho, mas agora parece que ficou pior, não consigo achar nada. Eles querem segundo grau, mas para quê se vou empacotar ou limpar o chão? Se tivesse segundo grau, estava em um escritório - reclama.
osdesempregados oglobo19-08-2013

Fonte: AG.Pa Galvão / O Gbo /Econuol/meionorte/verdgospel/conjonline/

Cheryl Boone Isaacs é a primeira negra e terceira mulher a assumir presidência do Oscar

Cheryl Boone Isaacs (Foto: Divulgação)A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood designou Cheryl Boone Isaacs como a nova presidente da entidade, a primeira negra a assumir esse cargo, informou nesta terça-feira (30) a organização. 
Além disso, a produtora-executiva será a terceira mulher a assumir a presidência da Academia de Hollywood, depois da atriz Bette Davis, em 1941, e da roteirista Fay Kanin, entre 1979 e 1983, segundo o site da revista "Variety". Cheryl Boone, que foi executiva de marketing dos estúdios Paramount e New Line, assume o posto que até então era de Hawk Koch, presidente da entidade durante o último ano. 
A nova presidente da Academia de Hollywood representa a ala de relações públicas da entidade, onde mantinha o cargo de vice-presidente e, ao mesmo tempo, se encarregava da produção da cerimônia anual dos prêmios do Governador - realizada em dezembro, antes da cerimônia dos prêmios Oscar. Antes da eleição, Cheryl Boone trabalhava para a CBI Enterprises, onde colaborou nas campanhas de filmes como "O artista", "O discurso do rei" e "Preciosa: Uma história de esperança"

Mulher de 29 anos é responsável por viagens de Obama e da Casa Branca

Ashley Tate-Gilmore, agente de viagens da Casa Branca (Foto: Steven Senne/AP)Ex-voluntária de campanha do presidente hoje coordena viagens oficiais.Ashley Tate-Gilmore cuida da logística, da segurança e dos custos.

Uma mulher de 29 anos de idade e sorriso fácil, que assina todos os e-mails com uma carinha feliz, é a pessoa por trás da organização de todas as viagens do presidente dos EUA, Barack Obama. Há três anos, Ashley Tate-Gilmore é a chefe do escritório de viagens da Casa Branca. Com mais quatro pessoas, ela organiza a logística de cada viagem presidencial – uma tarefa cheia de detalhes, que normalmente não são notados pelo público, a não ser que algo corra muito mal.  Ela precisa garantir o transporte, a acomodação e o esquema de segurança para os funcionários da Casa Branca e para os membros da imprensa, que acompanham Obama mesmo nas viagens familiares de férias. Ashley também atua como uma “mini-embaixadora”, já que frequentemente é a primeira a chegar aos destinos presidenciais.Organização, custos, segurança
Seu emprego exige que ela seja muito organizada, para conciliar o planejamento de múltiplas viagens.
Entre  liberações de vistos para viagem do Presidente , lidar com orçamento,  localizar acomodações para jornalistas, fotógrafos, funcionários da Casa Branca e do Serviço Secreto e para outras pessoas que dão suporte à operação presidencial em plena alta temporada, até alternativas de acomodações quando não se tem mais vagas .  Ela também precisa lidar com a questão de segurança e do acesso. Repórteres e outros profissionais ficam em hotéis acessíveis aos eventos presidenciais, e viajam em ônibus que têm escolta policial e militar.
Subestimada
Desde sua primeira reunião com oficiais estrangeiros, Ashley Tate-Gilmore afirma que ficou claro que eles não esperavam seguir ordens de uma mulher tão jovem. "As pessoas perguntam: 'Com quem vamos nos reunir?’. E eu respondia: ‘Comigo”, disse ela em uma entrevista. 
Mas ela surpreende quem pensa que ela é apenas uma jovem meiga. Ashley foi criada no duro mundo da política de Chicago. Sua mãe ficou grávida enquanto trabalhava na campanha de Harold Washington para ser o primeiro prefeito negro da cidade. 
Na campanha de reeleição, a pequena Ashley já ajudava nas tarefas do comitê. "Aos 4 anos de idade, ela ficava ajudando a encher envelopes", conta sua mãe, Desiree Tate. Em 2003, quando era estudante de psicologia, a jovem foi voluntária na campanha de Obama para o Senado. 
Rapidamente foi contratada para coordenar outros voluntários e, após a vitória do político, foi trabalhar no escritório dele, chegando a trabalhar como sua assistente executiva. Quando Obama se mudou para a Casa Branca, Ashley foi junto como gerente do escritório de viagens, à época chefiado por Peter Newell. Foi ele que recomendou o nome dela como substituta quando saiu, em 2010. 
Newell afirma que sua experiência com o presidente, seu conhecimento de viagens e suas relações na Casa Branca a tornavam apta para a tarefa mesmo ela tendo apenas 26 anos na época. "Você precisa ser uma pessoa sociável e amigável. Ashley é boa em engajar as pessoas, e tem um grande senso de humor. Mas pode ser muito firme quando necessário”, disse.

Fonte e foto: G1

Helena Rizzo, do Maní, é eleita melhor chef mulher da América Latina

Anúncio foi feito nesta segunda-feira (19).
Organizadores destacam pratos brasileiros com toque internacional.
Helena Rizzo, chef do restaurante Maní, venceu o Prêmio Veuve Clicquot de Melhor Chef Mulher da América Latina. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19) pelos organizadores da lista dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina.De acordo com a organização, Helena mescla o tradicional e o contemporâneo, preparando pratos com ingredientes brasileiros e toques internacionais. Entre os destaques, está a mandioca servida com tucupi, leite de coco e azeite de trufas brancas.
A chef também conseguiu emplacar o Maní, localizado no Jardim Paulistano, em São Paulo, na lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo em 2013, premiação da revista britânica "Restaurant". 

Novo critério para definição de classes sociais no Brasil

Um novo critério para a definição das classes sociais no Brasil será adotado a partir de 2014 pela Associação Brasileira de Empresas e Pesquisas (Abep), que representa a atividade de pesquisa de mercado, opinião e mídia do país. O conceito está no livro “Estratificação Socioeconômica e Consumo no Brasil”, lançado no último dia 15, e foi elaborado pelos professores Wagner A. Kamakura (Rice University) e José Afonso Mazzon (FEA-USP).
O critério contrasta com o usado pelo Governo Federal, lançado em 2012 pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Um dos pontos é que estabelece sete estratos sociais, enquanto o da SAE aponta 8. A faixa de renda familiar em cada um também varia. No da SAE, por exemplo, a renda familiar do grupo “extremamente pobre” (a base da pirâmide) é de até R$ 324, quanto o novo modelo determina uma base com renda média familiar de R$ 854 (que por ser média, pode variar um pouco para cima ou para baixo).
GRUPOS DE RENDA DA POPULAÇÃO
Classificação da SAENovo critério a ser adotado pela Abep em 2014
GrupoRenda per capitaRenda familiarGrupoRenda média familiar
Extremamente pobreAté R$ 81Até R$ 3241R$ 854
Pobre, mas não extremamente pobreAté R$ 162Até R$ 6482R$ 1.113
VulnerávelAté R$ 291Até R$ 1.1643R$ 1.484
Baixa classe médiaAté R$ 441Até R$ 1.7644R$ 2.674
Média classe médiaAté R$ 641Até R$ 2.5645R$ 4.681
Alta classe médiaAté R$ 1.019Até R$ 4.0766R$ 9.897
Baixa classe altaAté 2.480Até R$ 9.9207R$ 17.434
Alta classe altaAcima de 2.480Acima de R$ 9.920--
Fontes: Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e livro "Estratificação Socioeconômica e Consumo no Brasil"
Renda corrente X renda permanente
De acordo com ele, a primeira grande distinção é o conceito de renda corrente, usado pela SAE e no antigo critério da Abep, e a permanente, usado no novo critério. “A renda permanente é a capacidade que uma família tem de manter o mesmo padrão de vida por determinado período de tempo, mesmo que mude a renda corrente”, explica. A renda corrente é aquela que a família tem garantida mensalmente, como salário, aluguel ou a pensão.
O professor explica, contudo, que mesmo que uma pessoa deixe o emprego, ela continua com o antigo padrão de vida por um determinado período de tempo, mesmo que a renda corrente seja zero – para isso ela pode usar, por exemplo, recursos de um dinheiro guardado na poupança, crédito etc. “Eu consigo viver mantendo o meu padrão [por um determinado período], mas a renda corrente caiu para zero, se essa pessoa fosse medida pelo outro critério, ela saiu da linha”, explica. 
De acordo com o professor, a SAE utiliza a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) para seus padrões, que não exige a comprovação e se vale apenas da declaração do entrevistado. “A Abep atualmente usa a renda corrente declarada também”, diz.Renda corrente declarada X renda comprovada

Mazzon explica que o novo critério usa dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que é mais criteriosa do ponto de vista de comprovação de renda (usa a renda comprovada).
Na prática, isso significa que quando o pesquisador entrevista as pessoas, ele exige uma comprovação de que o entrevistado de fato recebe o que falou, explicou. “As pessoas, mesmo honestas, dão um conceito muito limitado [da renda] (...). Nós usamos a renda comprovada, o pesquisador fala, ‘me mostra o holerite para ver o quanto está ganhando’”, explica.

Regionalização e composição familiar

Uma terceira distinção destacada pelo professor é a regionalização das famílias. “A SAE tem oito estratos socioeconômicos, a renda corrente é igual tanto para quem mora em São Paulo quanto para uma família que mora na beira do Rio Amazonas. Só que o poder aquisitivo de quem tem R$ 300 de renda per capta é diferente nos dois lugares”, explicou.
Ele cita ainda, que o novo critério leva em conta a composição familiar - isso porque a mesma renda permanente em um domicílio permite padrões de vida diferentes de acordo com a quantidade de pessoas que vivem no local. Ou seja, com a mesma renda, dois adultos conseguem manter um padrão de vida mais elevado do que um domicílio com três adultos e duas crianças.
“Se você combina as duas coisas, de um lado a variável que é a região demográfica e tipo de domicílio e de outro a composição familiar, eu faço correção da renda entre duas características e pessoa que em São Paulo estaria no estrato 3, de repente ela vai estar classificada como estrato 2 no interior do Piauí’, explica.
De acordo com Mazzon, os novos critérios são mais precisos do que os usados anteriormente pela associação e dão subsídios às empresas na realização de campanhas de marketing e decisões estratégicas que dependem de análise de potencial de mercado. “Claro que serve para política pública, não há a menor dúvida que pode ser usado também na área de marketing social”, explica.
O professor explica, ainda, que a definição criteriosa de classes sociais no Brasil é importante por uma questão de ‘Justiça social’. “As classes que nos quereremos mostrar tem perfis diferentes, quando eu falo em perfil estou falando de um padrão de vida como um todo, se a gente quiser uma sociedade menos desigual a gente teria que reduzir distancias entre classes socioeconômicas”, avalia.

Fonte : G1

Universidades historicamente negras dos EUA buscam acordos acadêmicos no Brasil

 Rio de Janeiro – Delegação representando 105 faculdades e universidades historicamente negras nos Estados Unidos (EUA) - Historically Black Colleges and Universities (HBCUs) - esta no Brasil para uma visita de dez dias a universidades e escolas técnicas brasileiras em busca de acordos de intercâmbio acadêmico. Parceira do Brasil desde o ano passado no programa federal Ciência sem Fronteiras, as HBCUs receberam aproximadamente 350 alunos brasileiros neste semestre e esperam mais 150 para estudarem durante um ano nos EUA.
O chefe da comitiva e diretor da Iniciativa da Casa Branca para Faculdades e Universidades Historicamente Negras, Meldon Hollis, explicou que a meta do acordo é levar cerca de mil alunos no ano que vem para estudar nas HBCUs pelo programa Ciência sem Fronteiras, além de expandir acordos bilaterais entre as universidades dos dois países.
“Queremos que os brasileiros conheçam melhor nossas instituições e queremos conhecer melhor as instituições brasileiras. Já recebemos professores brasileiros e estamos providenciando bolsas para nossos estudantes e professores virem para cá”, disse Hollis. “Alguns professores devem vir ensinar inglês aos alunos que estiverem indo estudar nas HBCUs que têm dificuldade com o idioma”.
As HBCUs foram fundamentais para a inclusão de afro-americanos na formação de nível superior até 1964, quando uma lei federal  (American Civil Rights Act) tornou ilegal a proibição de estudantes negros em instituições de ensino superior, prática exercida por vários estados no Sul dos EUA. Hollis, que é negro, disse que ainda estudante, na década de 60, foi obrigado a se mudar da Georgia para Washington para fazer faculdade.
“Queria ser engenheiro, mas não havia universidades de engenharia para negros no estado onde eu morava. As universidades não aceitavam negros, então meu estado pagou para que eu estudasse em uma faculdade em outro estado”, disse.
Hollis explicou que quase 50 anos depois da lei que possibilitou aos negros nos Estados Unidos frequentar qualquer universidade, as HBCUs  continuam a desempenhar um papel importante na inclusão social desse grupo, que ainda enfrenta obstáculos no acesso ao ensino superior.
“Embora tenhamos cerca de 3 mil instituições de nível superior nos EUA, a maioria dos estudantes negros vem das HBCUs. Na maioria dos estados onde existem HBCUs, essas instituições são as que mais empregam profissionais afro-americanos, que mais formam PhDs  [Doctor of Philosophy, doutor em tradução livre]”, disse ele, que citou o líder negro Martin Luther King e a apresentadora Oprah Winfrey como exemplos de personalidades negras americanas que se formaram em HBCUs.
Entre 60% e 70% dos mais de 300 mil estudantes das HBCUs são negros, segundo Hollis, que encontram nessas instituições apoio para superar preconceitos raciais e capacitação acadêmica. “Nessas instituições é possível aprender também sobre a cultura e a história dos povos africanos”, completou.
A maioria dos brasileiros que cursam as HBCUs atualmente é branca, mas o chefe da comitiva acredita que as futuras parcerias tendem a aumentar o número de estudantes negros nas instituições.
A diretora da área de Serviços Instrucional e para Estudantes da escola técnica J. F. Drake State, no Alabama, Patrícia Sims, acredita que as HBCUs podem contribuir para o empoderamento dos estudantes negros brasileiros. “O acesso é o que oferecemos de mais relevante e é o que queremos oferecer para os estudantes brasileiros”, disse. 
Para a representante da Universidade Jackson State, no Mississipi, Patricia Jernigan, assim como ocorre no Brasil, muitos estudantes negros, pela falta de acesso a boas escolas, não conseguem entrar na faculdade ou quando entram não conseguem concluí-la. “Nas HBCUs temos programas para garantir que esses alunos recebam todos os recursos necessários para concluir com sucesso os cursos em que estão”, disse. “Nossas escolas recebem estudantes muito preparados, mas essas instituições foram especialmente criadas para receber alunos não tão preparados, por isso não recuamos em nossa missão. Esperamos que essa experiência que adquirimos possar ser útil para instituições no Brasil”.
De acordo com a diretora da Faculdade de Administração da Universidade do Alabama, Le-Quita Booth, as HBCUs criam um ambiente de cuidado e proteção para afrodescendentes de outros países. “Nas demais universidades, ele [aluno negro] é apenas mais um estudante estrangeiro. Nas HBCUs é como se fosse acolhido por uma família e tomamos cuidado especial para garantir que o aluno tenha êxito no curso”, disse.
No Rio, as instituições visitadas serão Ibmec, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) e a Universidade Estadual do Norte Fluminense  (Uenf).
Além das visitas marcadas no Rio de Janeiro, o grupo tem reuniões agendadas com universidades em São Paulo, Campinas, São Carlos, Ribeirão Preto, Uberlândia, Goiânia, Brasília, Juiz de Fora, Ouro Preto, Belo Horizonte e Salvador. Ao final do programa todos se reunirão em Brasília para encontros com representantes do Ministério de Educação.
Fonte: EBC