sexta-feira, 28 de junho de 2013

Equidade de gênero nas empresas do Brasil e do mundo vai demorar para virar realidade, diz especialista

Rio de Janeiro - A implantação de programas de equidade de gênero pelas empresas brasileiras enfrenta desafios para se tornar realidade, disse ontem (27)  professora Carmen Migueles, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape) da Fundação Getulio Vargas.
A Equidade de Gêneros e a Gestão da Diversidade é o tema do fórum organizado pela Ebape, que ocorre nesta quinta-feira, para discutir a experiência nessa área de grandes empresas nacionais e estrangeiras. O evento pretender chamar a atenção para o tema, que consta das oito Metas do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU).
O consolo, ressaltou Carmen, é que as empresas do mundo todo não estão muito mais à frente do Brasil nessa área. Mesmo em um país adiantado como a Alemanha, citou, as empresas têm dificuldade de promover mulheres para cargos de alta liderança. A Alemanha aderiu recentemente ao pacto global da ONU, para tentar resolver o problema. “Mesmo nos países mais iguais, é difícil as mulheres passarem de um cargo de média gerência para cima. Na Suíça, Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, o número de mulheres na alta administração é pequeno”, informou.
De acordo com Carmen Migueles, o Brasil sofre menos desse problema que os países mais adiantados porque aqui o fator desigualdade conta. “A situação no Brasil é muito pior para as mulheres negras, mas é relativamente mais fácil para as mulheres brancas de classe social A. Porque, como elas podem contratar babá, motorista e um monte de coisas, elas conseguem competir de igual para igual com os homens. Já quando você está em uma sociedade muito igual, a mulher tem que abrir mão da própria família para poder competir. Não é mais possível conciliar os afazeres domésticos com a carreira”.
No ranking global de combate à desigualdade, o Brasil ocupa a 62ª posição e está muito bem na questão do acesso das mulheres à educação. “É um dos poucos países do mundo hoje em que o número de alunas nos cursos superiores é maior que o de homens: 56% dos alunos são do sexo feminino”, disse. Segundo a ONU, um dos maiores desafios para a promoção da equidade é garantir que as mulheres tenham acesso à educação.
Fonte, texto EBC

UMA NOVA MULHER ! UM NOVO OLHAR



Por Mônica Aguiar 

Na era denominada modernidade com vasta tecnologia, onde valores e contra pontos são colocados na mesa, pela sociedade e pelo Estado, ainda deparamos com as mais diversas posições ideológicas de dominação, machistas, homofóbicas e racista que brotam daqueles que contrariam a vontade da maioria.
 Já é hora de mudanças para quem pleiteia durante séculos, oportunidades , exercício e acesso aos direitos que são fundamentais.
Na regra estabelecida, mesmo com todos os avanços e desenvolvimento cientifico, econômico e social produzidos pelas mãos das mulheres, vale ressaltar que continuamos a carregar o fardo da pobreza, das desigualdades raciais e da violência.
Qualquer medida afirmativa, afixada, ou paliativa, agita as estruturas imaginárias que afiançam o espaçoso, rico e grande poderio.
Mas a quem recorrer para que tais mudanças caminhem juntas com o desenvolvimento sócio econômico.
Tratados?
Legislações? 
Pactos?
Qual seria a medida certa para esta receita, onde um grama é maior que três quilos ?
Vale lembrar do crescente crescimento das mulheres na vida política do pais:- em 2008 ( 51,723%) com 67.484.608 votos, em 2010 51.807% com 70.252.943 votos, em 2012 continuam representando a maioria (51,909%), com 72.877.463 de votos.
As mulheres sempre foram pacientes e hoje, acreditam em caminhos novos, enfrentam desafios e já se manifestam com a consciência de ser grande e que contribuem direta ou indiretamente com a construção da sociedade. Muitas fazem da posição que ocupam um projeto de vida,  almejando a manutenção apenas dos resultados positivos, e dos e das que reeditam as páginas da historia, com conceitos e valores que acompanham o desenvolvimento e a cultura social com seus arranjos cotidianos. 
.......Os papéis tradicionais de mulheres e homens estão ainda tão entranhados que
a implementação de leis que desafiam a subordinação “naturalizada” das
mulheres tornou-se um desafio crítico no país.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

PROGRAMA MAIS CULTURA NAS ESCOLAS. INSCRIÇÕES ATÉ 30 DE JUNHO


As atividades serão desenvolvidas dentro ou fora da escola por no mínimo 6 (seis) meses, valendo-se das mais diversas linguagens artísticas (música, teatro, audiovisual, literatura, circo, dança, contação de histórias, artes visuais, etc.) e manifestações da cultura (rádio, internet, jornal, culinária, mitologia, vestuário, mestre e saberes populares, etc.).

Eixos Temáticos

Os eixos temáticos do Mais Cultura nas Escolas foram criados considerando a diversidade da cultura brasileira e das manifestações artísticas atuais. São 9 (nove) eixos para incentivar projetos voltados, entre outros temas, a atividades em museus, pontos de cultura, cinemas e outros espaços culturais; à criação, circulação e difusão artística; à cultura digital e comunicação; ao patrimônio material e imaterial; às tradições orais; às culturas indígenas e à cultura afrobrasileira.

Como participar?

Escolas e iniciativas culturais vão criar juntas um Plano de Atividade Cultural, em diálogo com um ou mais eixos temáticos propostos pelo programa. Os projetos serão cadastrados e enviados, pelos responsáveis das escolas, via SIMEC (Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação) até o dia 30 de junho de 2013. 

ENTRE NO SITE DO MINISTÉRIO DA CULTURA.

DONA BELA : 110 ANOS DE EXISTÊNCIA!

Foto
No dia (22) de junho, foi o  dia que Dona Bela  levantou a bandeira  do seu reinado São João Batista e comemorou  seus 110 anos. Nesta grande festa foi  exibido  documentário Os Mestres realizado pela AIC em parceria com a Cia Baobá Minas. 



OS MESTRES


Nesse programa, a Rede Jovem de Cidadania conversou com três mestres ligados à cultura afro-brasileira, premiados pelo Prêmio Zumbi de Cultura no ano de 2010, realizado pela Cia Baobá de Dança - Minas. 
A narrativa gira em torno de três trajetórias de vida diferentes, protagonizadas por pessoas de expressiva atuação cultural e social: Mãe Efigênia, Mestre Conga e Dona Bela.



Mãe Efigênia relata suas experiências como mãe de santo em um terreiro de Candomblé, no qual ela também acolhe crianças e realiza um trabalho de capoeira com elas. 


Mestre Conga fala sobre a sua atuação na Velha Guarda do Samba de Belo Horizonte e sobre o coletivo fundado para promover os novos projetos da Velha Guarda. 

 Dona Bela conta sobre sua atuação como Rainha da Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário e São João Batista.


Em comum, os três falam sobre os significados da palavra mestre, e como se sentem ao serem reconhecidos e homenageados como tal.


Fonte: Ass. Imagem Comunitária / CIA BOABA 

Cresce cinema afro-americano nos EUA


NEW YORKApós anos de autocrítica e queixas sobre a escassez de grandes filmes de e sobre afro-americanos, estúdios de cinema se preparam para lançar ainda em 2013 um conjunto incomum de filmes dessa categoria, abrangendo gêneros diversos.
Pelo menos dez filmes serão lançados por grandes e pequenas distribuidoras, como Weinstein Company, Fox Searchlight e Universal Pictures.
Mesmo alguns dos criadores dos filmes deste ano se surpreenderam com o fenômeno.
Questionado sobre como tantos filmes de temática negra se concretizaram ao mesmo tempo, o diretor e roteirista Lee Daniels respondeu: "Não faço ideia". Seu drama histórico "The Butler" --baseado na história real de um mordomo da Casa Branca que trabalhou para oito presidentes-- será lançado pela Weinstein em 16 de agosto nos Estados Unidos e em dezembro na Noruega.
"Eu estava trabalhando dentro da minha própria bolha. Subi para respirar e lá estavam esses outros filmes", comentou.
Cineastas negros dizem que a onda de lançamentos de 2013 se deve, em grande medida, à criatividade que vem crescendo no circuito de cinema alternativo, que se converteu em uma espécie de laboratório para produções de temática afro-americana mais destacada. Nos últimos anos, roteiristas e diretores vêm afiando suas habilidades com filmes independentes, enquanto esperam para chamar a atenção de grandes distribuidores.
Os estúdios dizem que também existe um público crescente com um gosto mais multicultural. "Existe um público para esse gênero que não é mais tão restrito", disse Stephen Gilula, presidente da Fox Searchlight.
Além de tudo isso, um conjunto de personalidades negras, que abrange diretores, atores, roteiristas e dramaturgos, vem fomentando um impulso compartilhado que dá força aos cineastas negros.
"Sou obrigado a comparar o que acontece hoje com um renascimento do Harlem", comentou David E. Talbert, que escreveu e dirigiu "Baggage Claim".
Baseado em seu romance do mesmo título, o filme será lançado nos EUA em setembro e no Reino Unido no mês seguinte.
Talbert, que também é dramaturgo, comparou o sistema de apoio que atualmente existe entre cineastas negros ao que existia entre músicos e escritores no início do século 20.
O cinema de temática negra nunca desapareceu, mas o interesse dos distribuidores foi diminuindo quando os filmes se restringiram a gêneros mais específicos, como os dramas urbanos. O que se vê hoje é uma variedade que leva alguns cineastas a falar em um renascimento cultural.
"É o que eu sempre desejei", comentou Kasi Lemmons, que dirigiu o musical "Black Nativity", com libreto do poeta afro-americano Langston Hughes. O filme será lançado nos EUA em novembro. "Sempre achei que quando tivéssemos um espectro diverso de filmes negros, isso seria indicativo de sucesso."
No ano passado, as grandes companhias de Hollywood lançaram apenas um filme de destaque de um diretor negro e com elenco negro, "Sparkle", de Salim Akil.
Mas uma onda substancial de novos trabalhos chegará aos EUA em julho, com o lançamento pela Lionsgate do documentário "Kevin Hart: Let Me Explain" e de "Fruitvale Station", dirigido por Ryan Coogler.
Os filmes com elenco predominantemente negro e trama especificamente afro-americana têm enfrentado dificuldades: não encontram público grande nos mercados externos e sofrem pressões demográficas nos EUA.
"Histórias Cruzadas" --filme lançado em 2011 pelo diretor branco Tate Taylor com protagonistas negros e brancos-- converteu uma história sobre empregadas negras na era da segregação racial nos EUA em grande sucesso do verão.
"O grande assunto na comunidade cinematográfica negra é essa nova energia que cresceu a partir do movimento indie", comentou a diretora Ava DuVernay.
Vários filmes da safra deste ano têm origens independentes. "Big Words", dirigido por Neil Drumming e distribuído pela empresa de DuVernay, mostra os integrantes de um grupo de hip-hop chegando perto da meia-idade. "Fruitvale Station" e "Mother of George" fizeram sucesso no Festival Sundance e nasceram da experiência urbana negra.
"Esses são filmes individualmente gerados", comentou Forest Whitaker, produtor de "Fruitvale Station" e ator em "The Butler" e "Black Nativity".
O drama "The Butler" foi criado tendo em vista um público tão amplo quanto "Vidas Cruzadas". Além de Whitaker, fazem parte do elenco Oprah Winfrey, John Cusack, Robin Williams, Jane Fonda e Vanessa Redgrave.
Lee Daniels, seu diretor, disse que se sentiu menos isolado graças à repentina presença de outros diretores negros.
"É muito reconfortante", declarou. "Outros cineastas com certeza sentem o mesmo."

Fonte: F.SP

Eva Longoria rebate críticas sobre estereótipo em série com domésticas latinas

Na festa de lançamento da série "Devious Maids", em Los Angeles, na semana passada, o centro das atenções não foram as cinco atrizes que cozinham, limpam e conspiram enquanto trabalham para famílias brancas ricas em Beverly Hills.
Os holofotes se concentravam em um dos integrantes da equipe de produtores-executivos, Eva Longoria, mais conhecida como Gabrielle Solis, uma das donas de casa da série "Desperate Housewives".

Ela circulava pelo salão como um político, apresentando pessoas com gestos expansivos, sorrisos, abraços e beijos e conduzindo conversas discretas em meio aos grupos.
A maior prioridade para ela era garantir que as "meninas" -- como ela chama as cinco atrizes da série-- se saíssem bem no tapete vermelho. Nove anos atrás, Longoria era uma atriz jovem e relativamente desconhecida no elenco de "Desperate Housewives".
"As pessoas falam sobre empregadas domésticas como estereótipos, mas as personagens da série estão longe disso", disse Longoria, 38. Ela disse que o futuro da trama revelará pessoas mais desenvolvidas.Mas em seguida ela mudou o roteiro, posicionando-se como uma das líderes de Hollywood quanto a assuntos hispânicos e ganhando respeito como ativista política.
Longoria estava ansiosa por rebater as reações negativas ao programa.
"Acho que é importante para nós realizar um diálogo de identidade em nossa cultura, e, ainda que o programa possa não refletir sua experiência pessoal, reflete as experiências de muita gente", diz.
Os latinos, afirma, "têm representação superior à média entre os empregados domésticos; isso é um fato, não uma opinião."
A audiência na estreia de "Devious Maids", às 22h do domingo, foi modesta. Enfrentando o final de temporada de "Mad Men", no canal AMC, a série atraiu 2 milhões de telespectadores, pouco abaixo da série que a precedeu na grade do Lifetime, "Drop Dead Diva", com 2,2 milhões.

ASCENSÃO POLÍTICA

A ascensão de Longoria como força na mídia acompanha sua ascensão política. Ela fez campanha pelo presidente Obama em 2012, lutando pelo essencial voto hispânico, e foi uma das fundadoras do Futuro Fund, que levantou US$ 32 milhões para a campanha presidencial.
Recentemente, discursou em um evento da Clinton Global Initiative em Chicago, e dias mais tarde viajou à Colômbia para participar de um documentário do Half the Sky Movement, uma organização internacional de defesa da mulher.
Depois, participou de uma campanha de arrecadação de fundos para a organização política Battleground Texas, que luta para "recolocar os democratas no mapa" no Estado, nas palavras de sua mensagem postada na home page do grupo.
E, em maio, conquistou seu mestrado em estudos mexicanos na Universidade Estadual da Califórnia em Northridge.

"Eu fico impressionado com sua transformação", disse Marc Cherry, produtor-executivo de "Devious Maids" e de "Desperate Housewives". Cherry escalou Longoria para sua série anterior, em 2004.
"Então, ela era só uma atriz com um ou dois papéis no horário nobre e que tinha feito novelas diurnas."
Antes da estreia, as críticas a "Devious Maids" incluíram uma carta aberta de Michelle Herrera Mulligan, editora-chefe da "Cosmopolitan for Latinas", postada no "Huffington Post".
Mulligan definiu a série como "oportunidade desperdiçada". (Longoria estava na capa da edição de primavera da revista, alguns meses antes da publicação da carta de Mulligan.)
Alisa Lynn Valdes, ex-jornalista e autora do romance "The Dirty Girls Social Club", escreveu uma crítica negativa da série para o site NBCLatino.com.
"Não há nada de errado em ser empregada doméstica ou mesmo em ser uma doméstica latina", ela escreveu, "mas há algo de muito errado na indústria norte-americana do entretenimento por dizer às latinas que isso é o que elas são e tudo que poderão ser".
Mas a maioria das domésticas não dorme com o patrão. O primeiro episódio da série começa com uma cena forte, ainda que meio cafona, de luta de classes, na qual uma empregadora ameaça a empregada de deportação por ter dormido com seu marido.
"São cinco mulheres latinas fortes, e só aí já temos três obstáculos que tivemos de superar para colocar a série no ar em Hollywood", disse Longoria, que acrescentou que entre os cinco redatores da série há duas latinas.
"Você nunca tem o papel principal, e, quando tem, em geral seu personagem presta serviços ao personagem principal, um homem branco."

ORIGEM TRABALHADORA

Longoria cresceu bem longe de Beverly Hills, em Corpus Christi, Texas, filha de pais de ascendência mexicana. Sua mãe era professora de alunos de necessidades especiais, e seu pai, engenheiro de ferramentas no Exército.
"Eu banquei a faculdade com crédito educativo", disse Longoria na convenção nacional democrata de 2012, em discurso no qual enfatizava suas origens na classe trabalhadora.
"Trabalhei em uma oficina mecânica, trocando óleo, servi hambúrgueres no Wendy's, fui professora de aeróbica e trabalhei no campus para pagar meus empréstimos".
Antes de 'Desperate Housewives", Longoria interpretou Isabella Braña, uma mulher mentalmente doente, na novela diurna "The Young and the Restless".
Como jovem atriz disputando papéis no cinema e TV, Longoria disse que os poucos papéis que havia para latinas eram estereótipos.
"Todas nós só queríamos trabalhar",a acrescentou, e "ficávamos torcendo para conquistar o papel da garçonete número 4, com seu sotaque horrível."

Cherry diz que chamou Longoria para um teste quando estava considerando adaptar para a TV dos Estados Unidos uma novela mexicana chamada "Ellas Son... la Alegría del Hogar".
"Eu sei que as pessoas estranham quando um sujeito careca e de meia idade decide escrever uma série chamada 'Devious Maids', eu entendo", diz Cherry, acrescentando que Longoria aprovou uma série com elenco todo latino e aprova todos roteiros e cenas de cada episódio.

PORTA-VOZ LATINA

Longoria usou sua influência política e laços organizacionais para promover a série, que conta com o endosso de importantes organizações latinas como o Mexican American Legal Defense and Education Fund, o National Council of La Raza e a the National Hispanic Media Coalition, organização que promove a diversidade na mídia.
"Ela terminou por se transformar em porta-voz da comunidade latina, por ter se envolvido em questões políticas, conhecido o presidente, ido à Casa Branca", diz Cherry.
"Fiquei muito impressionado com a decisão dela de levar uma vida mais significativa que a de uma atriz típica de Hollywood", afirma o produtor.
Longoria tem duas séries em desenvolvimento, uma sobre um escritório de advocacia cujas sócias são uma sogra e nora latinas e outra sobre dois políticos hispânicos.
"Estamos tocando a máquina em todas as suas partes", ela disse. "E o ponto é criar oportunidades. Quem mais abrirá as portas, quem mais escreverá essas histórias?"
Contar essas histórias também pode ajudar Longoria a aproveitar seu prestígio de mídia para causas maiores. Henry Munoz, diretor de finanças do Comitê Nacional Democrata, amigo da atriz e sócio do Futuro Fund, diz acreditar que ela poderia ser uma "candidata formidável" a um cargo público.
Mas, a despeito de suas atividades políticas, Longoria diz não estar interessada. "Não quero ser indicada e nem eleita", disse. "Se você acha que Hollywood é traiçoeira, imagine Washington."

Fonte  : F.São Paulo

Silvana Verissimo primeira brasileira receber prêmio cedido pela organização Institute Black Latin Afro Diáspora Celine Cruz

Silvana Veríssimo - Instituição Nzinga Mbandi, irá receber prêmio cedido pela organização Institute Black Latin Afro Diáspora Celine Cruz, sediada em Nova York, EUA, por sua conjuntura na luta contra o racismo.
É a primeira vez que uma brasileira ganha este prêmio.

Sua história de militância se cruza com desafios imensos, mas que não a deixaram abater. 
Como ela mesmo disse, em entrevista cedida na noite de sábado, dia 22, após saber da premiação, a qual ficou surpresa “Os desafios não me dão e nunca me causam medo, pelo contrário, me conscientizam da necessidade de estar cada vez mais forte para vence-los”.

Filha única de uma dona de casa e de um técnico de edificações, paulista do interior de São Paulo, começou sua militância ainda na pré-adolescência, pois vem de uma família de militantes negros, e já era habitual participar das reuniões sobre a temática racial.

Atua há mais de 25 anos no movimento negro, tarefa nada fácil, em um país como o Brasil aonde as desigualdades étnico raciais chegam a índices absurdos, causando diversos problemas como extermínio da juventude negra, número elevado de mortalidade materna das jovens e mulheres negras por falta de atendimento médico adequado, entre outros tantos percalços sofridos pela população negra, fatores agravantes do racismo institucional contundente, que persiste ainda em solo brasileiro.

Segundo Rosemary Cruz, diretora do Instituto responsável pela premiação, a indicação de Silvana Veríssimo foi dada por duas alunas do Instituto, Helison Drauye e Meredith Jonsh, que durante os anos de 2009 a 2012 estiveram no Brasil estudando comunidades negras, onde a conheceram em um seminário de mulheres negras, desde então, começaram a participar da maioria das atividades organizadas por ela.
Ficaram impressionadas com sua habilidade de mobilização, interlocução e articulação com os demais movimentos e organizações, sua crença na transformação social, determinação, valorização do ser humano e principalmente, sua simplicidade.

O Prêmio Institute Black Latin Afro Diáspora Celine Cruz é cedido as pessoas da América Latina e Caribe que se destacam pelas luta contra a discriminação racial. 

A cerimônia de premiação será no próximo mês de julho, na cidade de Nova York/EUA.
Além de Silvana Veríssimo, será premiados também Maria Santigo – Colômbia, Layla Montserrat – Peru, Adelita Gonzalez – Venezuela, Avelar Cruz Rosada-Guatemala.

Fonte: CEN/SP

PNUD seleciona consultor para mapeamento de territórios quilombolas

Candidatas(os)  têm até quinta-feira, dia 27 de junho, para inscrever-se e devem comprovar experiência na área de geoprocessamento. Contratação da consultoria tem objetivo de assegurar um planejamento e uma gestão adequados do PBQ
 Até 27 de junho, candidatas(os)s podem se inscrever, por meio de edital do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), para atuar no fortalecimento da área de dados e mapas quilombolas. É preciso ter curso superior em qualquer área, com no mínimo três anos de experiência em geoprocessamento e, de preferência, ter pós-graduação em geociências ou Geografia (conforme áreas de conhecimento do CNPQ), experiência com a questão quilombola, monitoramento de políticas sociais especialmente ligadas a quilombos, e/ou experiência no Censo 2010 e programas ArcGIS ou QuantumGIS.

A proposta será escolhida segundo critério de técnica e preço, portanto o candidato deve enviar, além do currículo, a sua proposta de honorários. A (o)  profissional selecionado terá dez meses de contrato, período em que deverá organizar as bases de dados fundiárias e socioeconômicas dos territórios. A contratação da consultoria tem objetivo de assegurar um planejamento e uma gestão adequados do Programa Brasil Quilombola (PBQ).

PBQ - Lançado em 12 de março de 2004, o programa foi criado com o objetivo de consolidar os marcos da política de Estado para as áreas quilombolas. Como seu desdobramento, foi instituída a Agenda Social Quilombola (Decreto 6261/2007), que agrupa as ações voltadas às comunidades em quatro eixos: Acesso à Terra; Infraestrutura e Qualidade de Vida; Inclusão Produtiva e Desenvolvimento Local; Direitos e Cidadania.

A construção de base de dados única e georreferenciada sobre as políticas do PBQ objetiva melhorar o monitoramento, planejamento, avaliação e elaboração de ações para as comunidades. Os dados fundiários e socioeconômicos, por exemplo, atualmente estão dispersos nas bases do Cadúnico/Ministério de Desenvolvimento Social; no Programa Luz para Todos; Incra; Ministérios do Desenvolvimento Agrário, Educação e Saúde; Fundação Cultural Palmares, SEPPIR, Funasa, Secretaria de Patrimônio da União, dentre outras instâncias do Governo Federal. Esses subsídios são muito importantes para a gestão e coordenação das políticas do PBQ e para serem disponibilizadas à sociedade brasileira.

“As informações que deverão ser sistematizadas dizem respeito aos dados fundiários digitalizados e georreferenciados de quilombos e os dados socioeconômicos das bases federais. O objetivo é que esta consultora ou consultor  responda às necessidades da SEPPIR (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) por qualificação de dados para cada comunidade. Em alguns casos, os títulos ainda estão em memorial descritivo, ou seja, sequer estão digitalizados pelos institutos de terra estaduais. A  consultora ou consultor  será responsável por transformar cerca de 60 memoriais descritivos em dados georreferenciados em formato shape file”, explica o Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental da SEPPIR, Renato Flit.

A sistematização e qualificação das informações quilombolas visa organizar as bases de dados da SEPPIR para que, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estas informações sejam incluídas na base territorial do próximo Censo. Com isso, espera-se ter setores censitários exclusivamente quilombolas em 2020, o que viabilizará a obtenção de dados cada vez mais precisos sobre o segmento, detalhando necessidades por comunidade. “A malha fundiária quilombola georreferenciada é um avanço qualitativo importantíssimo. Servirá para a SEPPIR monitorar eventuais conflitos agrários, obter informações sobre determinadas carências e contribuir com a regularização fundiária quilombola”, acrescenta Flit.

O produto final da consultoria é um relatório analítico final com análises do perfil detalhado das comunidades, com dados desagregados em nível local, municipal, estadual, regional e nacional. O documento deverá recomendar propostas para incorporação da questão quilombola no questionário básico do Censo 2020 e em outros formulários e registros administrativos do Governo Federal, a partir das informações consolidadas nos bancos de dados dos produtos 2 e 3. O link para o edital é:


Informações 

Fonte : SEPPIR
Reedição em gênero: Mônica Aguiar 
Imagem : Sandra Presidenta Federação Quilombola de Minas Gerais 
Luiza Sidônio  : Quilombo Urbano dos Luizes BH

Brasil tem novo Centro de Estudos Africanos

O Centro terá como sede a Universidade Federal do estado brasileiro de Minas Gerais 
em Belo Horizonte.


O Brasil conta, oficialmente, com mais um Centro de Estudos Africanos. O lançamento deste núcleo de pesquisas científicas sofre o continente acontece no momento em que se realiza no Brasil o encontro anual da Associação das Universidades de Língua Portuguesa.

O Centro de estudos, que pretende reunir trabalhos de brasileiros e africanos, terá como sede a UFMG, Universidade Federal do estado brasileiro de Minas Gerais, localizada na cidade de Belo Horizonte.

O moçambicano, presidente da AULP, Jorge Ferrão, conta que está animado com a ideia, mas confessa que nem sempre viu com bons olhos a criação de centros desse tipo.   

“Eram centros de estudos africanos apenas com matérias feitas por pessoas que vão passar algumas semanas na África e voltam dizendo o que é o continente. Como funciona na França, que apenas tem reflexões de pessoas que foram em África e voltaram. Eu tinha, pessoalmente, um grande problema com relação a isso. Preconceito mesmo”, conta.

Para Jorge Ferrão, no caso do Brasil, a proposta agora é diferente porque vai incluir trabalhos dos africanos. “Aquilo que era fundamental, que também os investigadores africanos pudessem eles próprios apresentar para o Brasil algumas reflexões sobre a África e que pudéssemos debater. Isso para não termos a ideia de que porque o pesquisador é do Brasil é superior e pode fazer um trabalho melhor do que aquele que lá está”.

O reitor Orlando Manuel Fernandes da Mata da Universidade Agostinho Neto, em Angola, também acredita que os dois lados - Brasil e África - vão sair ganhando como o centro nesses moldes.

“Nós temos professores Angolanos que irão cooperar com esse centro de estudos através da troca não só experiências, mas a troca de docentes. Investigadores nossos podem participar de projetos conjuntos de investigação científica virada a essa área de estudos africanos. Sairemos (Brasil e Angola) ganhando”.
    
Felipe Zau, vice-reitor da Universidade Independente de Angola, acredita que, além de responder a essa necessidade de trazer o olhar verdadeiro da África, por meio de pesquisadores locais, o núcleo vai ajudar a enfrentar um velho problema que envolve Brasil e África: a falta de conhecimento mútuo. 
 
“Muitas vezes, nem nós temos um conhecimento maior sobre o que é o Brasil de hoje e nem o Brasil tem conhecimento da África de hoje. Ficou um pouco à volta daquilo que, de forma cinematográfica, foi informado sobre a África,” afirma. “Às vezes, creio que temos mais informações sobre o ocorre no Brasil do que o que os brasileiros têm sobre o que ocorre em África”.

O evento da AULP em Belo Horizonte conta com representantes da área da educação de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Fonte: V. America / CEERT

domingo, 23 de junho de 2013

Suspensão de campanhas após queixas de organizações de defesa da mulher no FACEBOOK

Grandes anunciantes como a Nissan e a Nationwide suspenderam suas campanhas de publicidade no Facebook depois que anúncios de produtos foram veiculados junto a posts ofensivos, o que destaca os riscos de uma nova forma de publicidade "dirigida".
Os cancelamentos se seguem a queixas de organizações de defesa dos direitos da mulher sobre a publicação de conteúdo misógino, incluindo imagens de mulheres que sofreram abusos, no site da rede social.
A publicidade dirigida identifica pessoas que apresentam probabilidade apreciável de comprar dado produto, e automaticamente coloca anúncios desses produtos nas páginas que essas pessoas estiverem visitando.
Anúncios da montadora de automóveis japonesa Nissan, do banco imobiliário britânico Nationwide e da marca de produtos para a pele Dove, da Unilever, foram colocadas automaticamente ao lado de imagens ofensivas que usuários do Facebook estavam buscando ou encontraram por acaso.
Para embaraço das companhias, imagens de tela justapondo as imagens ofensivas e a publicidade de seus produtos circularam amplamente, depois disso.
A Nationwide anunciou a retirada de seus anúncios do Facebook, à espera de uma solução para o problema.

CONTEÚDO OFENSIVO

A Dove informou que estava trabalhando com o Facebook para a remoção do conteúdo ofensivo, e para "refinar nossa publicidade caso novas páginas como essas sejam criadas".
A reação negativa "parece ter representado um momento marcante para o Facebook", disse Christian Purser, diretor de operações digitais na agência M&C Saatchi. "Eles precisam assumir a responsabilidade pelo conteúdo postado, se querem continuar a crescer em termos publicitários", ela disse.
Bob Wootton, da ISBA, a associação que representa os grandes anunciantes britânicos, acrescentou que "o dano à reputação que o posicionamento infeliz desses anúncios poderia causar pode ultrapassar de longe o custo de mídia modesto que eles representam".
Nos três primeiros meses do ano, o Facebook gerou receita de US$ 1,46 bilhão, 38% a mais do que no primeiro trimestre de 2012, com a oferta de novas ferramentas que permitem direcionar publicidade a usuários individuais.
O Facebook anunciou ontem que a vasta maioria das imagens controversas foram retiradas do site, que abriga quase 100 bilhões de páginas. Sob o procedimento padrão da empresa, o conteúdo foi rotulado inicialmente como "humor controverso" antes de ser removido do site dias mais tarde.
No entanto, o site de redes sociais agora está enfrentando apelos por uma revisão na forma pela qual fiscaliza suas páginas. Laura Bates, fundadora do Everyday Sexism Project, disse que existiam muitos outros exemplos de imagens de mau gosto semelhantes que, a despeito de queixas de usuários, não foram retiradas.

ORGANIZAÇÕES FEMININAS

Na semana passada, cerca de 100 organizações femininas enviaram uma carta aberta ao Facebook exigindo melhor fiscalização. Também apelaram aos usuários do Facebook para que se queixem às marcas cujos anúncios apareçam ao lado de conteúdo controverso.
Separadamente, anúncios online da operadora de telefonia móvel Vodafone foram veiculados inadvertidamente em companhia de um vídeo do YouTube no qual simpatizantes da Al Qaeda pediam uma jihad. A Vodafone declarou que desconhecia a situação e que estava "compreensivelmente preocupada".

Fonte: Folha SP

Mostra Internacional Imagem dos Povos até 30 de junho

IMAGEM DOS POVOS
Começou dia (15/06), e vai até o dia 30/06, a oitava edição da Mostra Internacional Imagem dos Povos, que homenageia o cineasta e ator, Zózimo Bulbul. O evento, neste ano, é parte da programação cultural paralela à Copa das Confederações e se realiza em dois espaços da cidade de Belo Horizonte (MG), o Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, e no Memorial Minas Gerais Vale, no Circuito Cultural Praça da Liberdade.
A Mostra, apoiada pela Fundação Cultural Palmares, expõe os efeitos da diáspora africana na cultura global. Serão exibidos 50 filmes, frutos de produções contemporâneas da África e das Américas, seguidos de seminários sobre produção audiovisual que discutem as ferramentas de co-produção, o acesso aos fundos de financiamento, assim como o impacto da nova ordem digital sobre a relação entre cinema e televisão, tanto do ponto de vista da linguagem como dos negócios.
Imagem dos Povos – Criada em 2005, a Mostra Imagem dos Povos está voltada para a promoção da diversidade cultural. O objetivo da iniciativa é democratizar o acesso aos conteúdos de qualidade e desenvolver ações de formação de público, para fortalecer as redes de produção, distribuição e exibição audiovisual que promovendo a tolerância, a consciência global e a circulação de produções regionais. O projeto segue ainda com o objetivo de consolidar uma rede de difusão do cinema com a diversidade cultural como característica.
Nesses 7 anos, a Mostra já exibiu mais de 700 filmes e esteve presente nos estados do Rio Grande do Sul, Recife, Amazonas e Minas Gerais e em países como Nova Zelândia, China, Japão e Índia, construindo um diagnóstico do estágio da produção negra nesses locais e identificando oportunidades de intercâmbio.
A alma de Zózimo: Bulbul, morto em janeiro deste ano, foi o primeiro protagonista negro de uma novela brasileira e manequim de uma grife de renome. Com a carreira dedicada ao resgate da africanidade por meio do cinema, criou o Centro Afro Carioca de Cinema, instituição comprometida com a divulgação de filmes de diretores africanos e afro-brasileiros, e com a realização de encontros e debates sobre o tema.
A estreia de Zózimo no cinema aconteceu em 1962 no filme “Cinco Vezes Favela”. Participou de mais de 30 produções, incluindo clássicos como “Terra em transe”, de Glauber Rocha”, “Compasso de espera”, de Antunes Filho” e “Grande sertão”, de Geraldo Santos Pereira. O filme mais conhecido, no entanto, é um documentário de 1988, intitulado “Abolição”, com entrevistas de personalidades sobre o centenário da abolição da escravatura no Brasil.
SERVIÇO
O quê?: Imagem dos Povos – Mostra Internacional de Cinema. Exibição de 50 filmes, com sessões comentadas, debates e workshops.
Quando?: Até o dia 30 de junho
Onde?:
15 a 30 de junho
Cine Humberto Mauro (Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro)
25 a 27 de junho
Memorial Minas Gerais – Vale (Pça. da Liberdade, s/nº, esquina com R. Gonçalves Dias – Savassi)
 Programação gratuita e maiores informações

Fonte: Fundação Palmares

Brasil tem 80,9 milhões de usuários de internet, mas expansão nas classes D e E e nas zonas rurais ainda é desafio

O Brasil tem 80,9 milhões de usuários de internet, aponta pesquisa divulgada dia (20) pelo Centro de Estudo sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br). A oitava edição do levantamento Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) Domicílios mostra que houve um aumento de 15 pontos percentuais na proporção de pessoas que utilizam a rede mundial de computadores no país nos últimos cinco anos, passando de 34%, em 2008, para 49%.
Apesar do avanço, o estudo revela dificuldades para a expansão da internet especialmente em classes sociais mais baixas e nas zonas rurais. Nas classes D e E, 80%, ou 68 milhões de pessoas, nunca usaram a internet. Na média geral, o custo elevado foi apontado como a principal razão para a falta de internet no domicílio, tendo sido citado por 44% dos entrevistados. Esse percentual, entretanto, está em queda desde 2008, quando a taxa era de 54%.
Na zona rural, apenas 10% dos domicílios estão conectados, enquanto na área urbana, o percentual chega a 44% das residências. A média brasileira é 40% dos domicílios com internet, um acréscimo de 4 pontos percentuais na comparação com a última pesquisa (36%). A falta de disponibilidade é o principal motivo apontado pelos entrevistados em domicílios da zona rural. O estudo consultou 17 mil pessoas em todas regiões do país.

Fonte: EBC/ Ag. Patricia Galvão 

ELZA SOARES : HOJE É SEU ANIVERSÁRIO

Meus Parabéns 



por Mônica Aguiar 

Eu Mulher Negradedico parabéns sempre para todas as mulheres!
Mas neste momento em especial, momento de tantas reflexões,  são para as Mulheres Negras que 
TODAS devem devoção.
Pela resistência.
Pela luta.
Pela solidariedade.
Pela compreensão.
Pela vontade de viver.
Pela coragem de sobreviver entre tantas tribulações.
Companheiras e parceiras!
Salve, salve Candaces! 
Rainhas guerreiras!
Donas da verdadeira história.
Da nossa história. 
Donas de nossa nação !