quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Parteiras Tradicionais reúnem e trocam experiências sobre boa prática de saúde

O encontro que reuniu na primeira quinzena de dezembro mais  40 parteiras . Profissionais foram apresentadas às recentes políticas públicas de humanização do parto
Parteiras tradicionais trocam experiências sobre boas práticas de saúde
I Encontro de parteiras tradicionais do DF e GO. Foto: Rurany Silva/SPM
O evento foi patrocinado por meio de convênio da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) com a ONG Guaimbê – espaço de movimento criativo. Durante a reunião, houve lançamento de campanha pela valorização das parteiras tradicionais.
A reunião teve como objetivos fortalecer a dimensão das práticas populares de cuidados em saúde na Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS); articular as parteiras, com vistas ao seu reconhecimento e registro, como sujeitos históricos e políticos, capazes de participar ativamente da atenção às mulheres no Sistema Único de Saúde(SUS); promover rodas de prosa entre as parteiras tradicionais sobre seu interesse no processo de registro de seu ofício noInstituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan) como patrimônio cultural imaterial; entre outros.
“Esse momento em que vivemos contribui para a valorização das parteiras. É um período de disseminação de boas práticas no parto, com a participação da família, na posição que a grávida achar mais confortável, centrado na mulher e não no profissional”, considera a coordenadora-geral de Saúde da SPM, Rurany Silva. Ela participou da abertura do evento, na quarta-feira (11).
“Cada vez mais evidências científicas apontam que essas boas práticas diminuem a mortalidade materna e neonatal. Isso só reforça o resgate histórico da importância das parteiras tradicionais”, acrescentaacoordenadora.
Políticas públicas – As parteiras (oriundas do Acre, Amapá,Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais e Pernambuco)puderam compartilhar experiências e conhecer programas do governo federal como a Rede Cegonha, do Ministério da Saúde, e a PNEPS/SUS.
No  último dia do evento, foi lançada a campanha de valorização das parteiras tradicionais. A intenção é resgatar a história de comunidades tradicionais e o acesso à saúde da mulher e da criança. Na ocasião, foi apresentado o documento final do Encontro, a‘Carta de Brasília’.
Convênio – O evento faz parte do projeto ‘Parteiras tradicionais da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride)’, que foi alvo de convênio da SPM com a ONG Guaimbê. O objetivo é o reconhecimento do partejar como Patrimônio Cultural Imaterial no Iphan e na Rede Certific, entre outras ações.

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