quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Ato na Câmara cobra paridade entre homens e mulheres na política

Ato Político, dia (10/09/13), na Câmara dos Deputados, em Brasília, reuniu mulheres integrantes de organizações do movimento de mulheres, feministas de movimentos e de partidos e parlamentares para apresentação da propostas por paridade, frente às possibilidades de reforma política em pauta no Congresso Nacional. O evento foi pontuada pela palavra de ordem - "Paridade Já" – que gritavam as mulheres entre os discursos e apresentações.
Após os discursos de boas-vindas das parlamentares, as mulheres fizeram uma 'performance' das "Sufragistas", quando personagens femininos históricos, vestidas a caráter, defenderam a proposta de paridade, relembrando a luta antiga pela maior participação das mulheres na vida política do país.
A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG-Foto) recepcionou as manifestantes, em nome da bancada feminina, destacando como de grande importância os dois eventos realizados nesta terça na Casa. Além da manifestação pela paridade, os movimentos sociais entregaram ao presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN) o projeto de iniciativa popular pela reforma política.
A exemplo da coordenadora da bancada feminina, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), manifestou apoio à luta das mulheres: "Estamos aqui para apoiar, vamos conquistar esses direitos, porque sem os direitos políticos, os outros ficam mais difíceis de serem conquistados e mais fáceis de serem escanteados pelos que têm poder no país".
As representantes das entidades promotoras do evento - Articulação de Mulheres Brasileiras e pela Articulação de Mulheres Negras Brasileiras, defenderam a proposta da paridade de gênero, destacando que no atual contexto, quando a reforma política volta à pauta do Congresso, e o problema da crise de representatividade dos partidos e do Congresso está tão presente nas ruas e debates públicos, é necessária uma estratégia coletiva, que junte os movimentos de mulheres, as instancias partidárias e o legislativo, especialmente a bancada feminina, para garantir mais direitos para as mulheres.
A presidenta da UBM do Distrito Federal, Lúcia Bessa, que participou do evento, disse que "essa não é a proposta de um grupo, é das mulheres, e há de ser da sociedade brasileira, porque quando as mulheres têm mais espaço no poder e estão em condições de decisão, ganham não só as mulheres, mas toda a sociedade brasileira".

De Berta Lutz até hoje
"Eu sou Berta Lutz, presidenta da Associação pelo Progresso Feminino. Foram muitos anos de luta e somente em 1934 conseguimos o direito de votar. E, ao longo de um processo de muita luta, conseguimos que as mulheres fossem votadas. E hoje voltamos aqui para lutar pela paridade da mulher na política", disse a mulher que representava uma das principais lideranças sufragistas da década de 1920.
"Eu sou Laura Brandão, poetisa, e lutei com as trabalhadoras pela criação dos comitê das trabalhadoras e a primeira associação de sindicalistas feministas e fico preocupada quando vejo que, depois de 60 anos, as mulheres ainda convivem com situação perversa de desigualdade na política", disse a mulher que representava a ativista comunista que atuou em comícios, greves e reuniões sindicais.
"Eu sou Chiquinha Gonzaga, compositora, que lutou contra a escravidão e volto hoje para ver que as populações negras e indígenas estão sub-representadas nessa Casa", disse aquela que representou a artista abolicionista. E assim discursaram diversas personagens femininas brasileiras que lutaram, no passado, pelos direitos das mulheres.

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