sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

FELIZ 2013 E MUITO OBRIGADA


Agradeço a todas e todos os visitantes, leitores,  seguidores e comentaristas   do meu Blog  Mulher Negra .
Do: Brasil. Estados Unidos, Portugal, Angola, Alemanha, Rússia, França, Moçambique, Holanda, Reino Unido, Noruega, Canadá e  Nigéria. 
Os mais de 200 mil acessos.
Desejo-lhes um Feliz ano novo, repleto d e alegrias e muita paz!
Espero continuar contribuindo com mais informações e bons textos de reflexões. 
Aguardo todas e todos neste ano que entra  novamente e com muito mais comentários .
Meu muito obrigada !

Mônica Aguiar 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Morre Zuleika Alambert aos 90 anos


Primeira mulher da Baixada Santista a conquistar uma cadeira na Câmara de Deputados, em São Paulo (SP), a ex-deputada estadual Zuleika Alambert morreu nesta quinta-feira (27), no Hospital Rio em Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ). Nascida em Santos (SP) em 23 de dezembro de 1922 - havia completado 90 anos recentemente - foi eleita à Assembleia Legislativa em 1947, com apenas 24 anos. Além de ser a primeira mulher da região, foi uma das primeiras do Brasil, fato que a inseriu definitivamente na história do País.
Internada no hospital carioca devido anemia crônica, Zuleika passou mal na última terça-feira (25) e precisou ser internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) com urgência. O quadro médico não evoluiu, o que resultou no falecimento da ex-deputada. 
História - Eleita deputada estadual representando Santos (SP) em 1947, Zuleika Alambert era do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e entrou para a história como a primeira mulher da região a integrar a Assembleia Legislativa de São Paulo e uma das primeiras do Brasil. Filha de Juvenal Alambert e Josepha Alambert e nascida no bairro do Paquetá, na Rua 7 de Setembro, mudou definitivamente para o Rio de Janeiro (RJ) após retornar do exílio político que durou de 1969 a 1979.
Ainda vivendo em Santos, durante a Segunda Guerra Mundial, integrou a Liga de Defesa Nacional, que combatia o Estado Novo e exigia o rompimento do governo do ex-presidente Getúlio Vargas com os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Seu envolvimento com esse grupo a inseriu entre as frentes comunistas no Brasil. Fato que, mais tarde, colaborou com seu exílio a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), a antiga União Soviética.
Autora dos livros Uma Jovem Brasileira na URSS, de 1953, Estudantes Fazem História, de 1964, Feminismo: O Ponto de Vista Marxista, de 1986, entre outros,  Zuleika era uma líder feminista que lutou pelos direitos sociais no Brasil. Quando deputada apresentou um projeto para uma espécie de abono de Natal, que mais tarde serviu como embrião da criação do 13º salário. Seu nome está entre os 1.500 verbetes do Dicionário Mulheres do Brasil.

Fonte : Nilraci -  Rede Mulher e Mídea

CARMORE/MAL NECESSARIO/ NEY MATOGROSSO 0001

Eu desejo


por Mônica Aguiar 

Eu desejo neste ano de 2013.

Muita paz, sem agressões;
Muitas alegrias,  sem discriminações ;
Muitas riquezas,  sem racismo;
Muitas conquistas,  sem preconceitos;
Muitas  oportunidades,  com igualdade ;
Desejo o fim da miséria;
Desejo o fim da violência contra a mulher;
Desejo o respeito,  sem medo;
Desejo comunicar, sem  censuras ; 
Desejo cantar;
Desejo sorrir;
 e Amar;
Desejo voar; 
Desejo   liberdade;
Estar viva ! 

Retrospectiva - Mulheres negras efetuam menos exames de câncer de mama e colo de útero no Sul

Matéria publicada em : 27/01/12
Por : Renata Moehlecke



Em artigo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, pesquisadores das universidades federais do Rio Grande do Sul e de Pelotas investigaram o acesso de mulheres negras e brancas a exames de detecção precoce de câncer de mama e colo de útero. Para a pesquisa, foram entrevistadas 2.030 mulheres, de 20 a 60 anos, moradoras das cidades de Pelotas e São Leopoldo (Rio Grande do Sul). “A probabilidade das mulheres não realizarem os testes citopatológico e de mama foi significativamente maior nas negras”, destacam os estudiosos. “Uma análise estratificada da realização de exames de câncer de mama, independente de idade e de escolaridade, apontou que mulheres negras fazem menos exames, mesmo as de classes econômicas A, B ou C”.

As mulheres negras com menos de 40 anos também relataram fazer menos exames ou realizá-los tarde

Das mulheres consultadas no estudo, 16,1% eram negras e 83,9% eram brancas. Com relação a testes para verificar a ocorrência de câncer de mama no último ano, 53,5% do total de mulheres afirmaram terem efetuado o exame. No entanto, apenas 43,4% das mulheres negras afirmaram terem realizado o teste, enquanto 55,3% das mulheres brancas o fizeram.
Além disso, os resultados do estudo ainda indicaram que a probabilidade de mulheres negras não terem realizado exames para detecção de câncer de colo de útero foi duas vezes maior que em mulheres brancas. As mulheres negras com menos de 40 anos também relataram fazer menos exames ou começar a realizá-los muito tarde, reafirmando a noção de que mulheres mais velhas têm mais dificuldades de marcar consultas ginecológicas.
“Apesar de o debate sobre raça/cor ter sido intenso nos últimos dez anos, apenas recentemente as abordagens sobre o tema tem sido aplicadas em estudos e pesquisas na área da saúde”, afirmam os pesquisadores. “Os resultados desse estudo chamam atenção para a necessidade de implementação de políticas focadas em desigualdades raciais e socioeconômicas e na promoção da melhora ao acesso a serviço de saúde, com qualidade e igualdade, para os segmentos mais vulneráveis da população”.

Agência Fiocruz Notícias 


Voce e sua Mama !


 As mulheres negras com menos de 40 anos também relataram fazer menos exames ou realizá-los tarde Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom. No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.
Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Estatísticas indicam aumento de sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.

Sintomas 

Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante a casca de laranja. Secreção no mamilo também é um sinal de alerta. O sintoma do câncer palpável é o nódulo (caroço) no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

Detecção Precoce

Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com história familiar de câncer de mama, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe  ou irmãs) foram acometidas antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver a doença.
Esse grupo deve ser acompanhado por médico a partir dos 35 anos. É o profissional de saúde quem vai decidir quais exames a paciente deverá fazer. Primeira menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos e não ter tido filhos também constituem fatores de risco para o câncer de mama. Mulheres que se encaixem nesses perfis também devem buscar orientação médica. As formas mais eficazes para a detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico e a mamografia.
Exame Clínico das Mamas (ECM)
Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. Deve ser feito uma vez por ano pelas mulheres entre 40 e 49 anos.

Mamografia
A mamografia (radiografia da mama) permite a detecção precoce do câncer, ao mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (medindo milímetros). Deve ser realizada a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos, ou segundo recomendação médica. É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é suportável.

Lei 11.664, de 2008

Ao estabelecer que todas as mulheres têm direito à mamografia a partir dos 40 anos, a Lei 11.664/2008 que entrou em vigor em 29 de abril de 2009 reafirma o que já é estabelecido pelos princípios do Sistema Único de Saúde. Embora tenha suscitado interpretações divergentes, o texto não altera as recomendações de faixa etária para rastreamento de mulheres saudáveis: dos 50 aos 69 anos.

Fonte : Associação de apoio a Mulher 

Campanha Mulheres e Direitos

Educação Para as Relações Etnicorraciais

3º FESTIVALIFÁ

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Movimento contra aborto se articula no Uruguai


Das três leis em discussão no Uruguai que acarretam grandes mudanças comportamentais no país, a que recebe mais críticas, dos dois lados do espectro social, é exatamente a única que já está em vigor: a do aborto. Entidades conservadoras, como os partidos tradicionais e a Igreja Católica, querem anulá-la. Grupos feministas, por seu lado, dizem que ela não é ousada o suficiente.
A Lei de Interrupção Voluntária da Gravidez entrou em vigor segunda-feira. Dois dias antes, o Partido Nacional (Blanco) lançou um abaixo-assinado contra a lei, o primeiro passo para organizar um referendo e anulá-la. Segundo o deputado Pablo Abdala, 5 mil assinaturas foram recolhidas em todo o país no primeiro fim de semana do movimento. São necessárias 52 mil, o equivalente a 2% do eleitorado, para que a Justiça organize uma votação para que os uruguaios decidam se convocam ou não uma consulta popular sobre a lei.
"Há diversas maneiras de impedir uma gravidez antes de recorrer a um aborto. Sou a favor apenas em casos de má formação ou risco para a mãe", disse ao Estado a dona de casa Mirian Pereira, que assinou a petição.
A Igreja Católica uruguaia apoia o referendo e defende "qualquer meio democrático para revogar a lei", que inclui um recurso à Suprema Corte e até mesmo à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à OEA).
"A posição da Igreja é de rechaço ao aborto e defesa da vida. Para nós, foi uma dor a aprovação da lei", disse o bispo auxiliar da Arquidiocese de Montevidéu, Daniel Sturla. "Em conferência, os bispos decidiram aprovar todas as iniciativas legítimas que anulem essa lei. De minha parte, assinarei a convocatória do referendo quando tiver a oportunidade."
Apesar da rejeição, no entanto, pesquisas de opinião indicam que a maioria dos uruguaios é favorável ao aborto. Um levantamento feito pelo Instituto Factum revela que 60% da população é a favor da descriminação do procedimento. Outros 32% são contra e 8% não têm opinião formada.
No outro lado do espectro social, grupos feministas acreditam que a lei sancionada por José Mujica fica aquém do esperado por apenas abolir a pena pela prática do aborto em vez de legalizá-lo. "A lei vetada por Tabaré respondia a todos os nossos anseios", disse Lilian Abracinskas, da ONG Mulheres e Saúde no Uruguai (Mysu). "A lei continua dizendo que o aborto é um crime, apesar de habilitar serviços seguros para a prática."
A líder feminista critica um eventual referendo sobre a lei. "Temos de prestar atenção na razão pela qual se está recorrendo ao referendo", afirmou. "Quem está convocando a consulta são os partidos políticos que perderam no Parlamento, e não a cidadania organizada. Eles têm de aceitar a derrota." / L.R.


Fonte : Agencia Patricia Galvão 

Edital - Prêmio Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável


mulheres ruraisA Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, com o intuito de contribuir para a produção e disseminação de conteúdos que subsidiem o fortalecimento da Política Nacional para as Mulheres com participação e controle social, torna público o presente Edital de Concurso, com vistas à premiação de grupos produtivos de mulheres do campo e da floresta. Para tanto, convida os grupos e entidades interessadas a enviarem seus relatos de experiências, memórias e informações sobre sua produção, nos termos aqui estabelecidos.
 
1. Objeto
Prêmio Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável – Concurso de experiências de grupos e organizações produtivas constituídos por mulheres rurais do campo e da floresta, que estejam contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Brasil.
 
2. Objetivo
O Prêmio tem como objetivo dar visibilidade ao trabalho das mulheres do campo e da floresta, por meio de suas organizações produtivas, no fortalecimento da sustentabilidade econômica, social e ambiental, e geradoras da segurança e soberania alimentar no País.
 
3. Justificativa
Ao longo dos anos, tem-se constatado a presença forte e decisiva das mulheres na produção da agricultura familiar e camponesa no Brasil, responsável por cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa da população brasileira.  Segundo o último Censo Agropecuário, em 2006 a agricultura familiar empregava 74,4% das pessoas ocupadas em estabelecimentos agropecuários e dessa população, 1/3 era constituído por mulheres, o que correspondia a 4,1 milhões das pessoas ocupadas. E a proporção vem crescendo.
 
As trabalhadoras do campo e da floresta, na sua diversidade humana e cultural, são mulheres brancas, negras e indígenas, cujo protagonismo se destaca, também, na produção para o auto-consumo: o cultivo das hortas, a criação de pequenos animais, a produção da agroindústria caseira; entre outras.  Historicamente, essas mulheres têm garantido a sobrevivência de práticas e conhecimentos tradicionais, como o manejo e preservação das sementes crioulas, entre outras atividades que muito contribuem para a segurança e soberania alimentar no país, favorecendo a defesa e conservação da agrobiodiversidade.
 
Entretanto, o seu trabalho continua na invisibilidade, refletindo, em larga medida, os efeitos da divisão sexual do trabalho sobre a vida das mulheres, que acumulam as responsabilidades da reprodução e do cuidado (no âmbito doméstico) e aquelas da produção econômica.
 
Nas últimas décadas, as mulheres do campo e da floresta ampliaram a sua capacidade de mobilização, incluindo a autonomia entre as suas bandeiras de luta – a começar pela autonomia econômica, que lhe garanta a renda justa e necessária, bem como a igualdade de oportunidades no mundo do trabalho. Nessa perspectiva, estão se multiplicando os grupos e organizações produtivas de mulheres, que buscam nos princípios da Economia Feminista e Solidária, superar dificuldades potencializando seus recursos e esforços para o objetivo comum da conquista de sua autonomia. A Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), do Ministério do Trabalho e Emprego, já cadastrou cerca de 9.400 grupos produtivos no meio rural com participação de mulheres e 774 grupos exclusivamente de mulheres.
 
A superação da invisibilidade do trabalho das mulheres camponesas exige, da parte do governo, iniciativas que contribuam, de um lado, para a valorização do trabalho doméstico não remunerado – traduzindo-se, principalmente, na implementação de políticas de compartilhamento, ou políticas de cuidado. Por outro lado, são necessárias medidas que venham somar-se às políticas públicas em curso, orientadas para o fortalecimento e ampliação da inserção produtiva das trabalhadoras rurais, como as políticas de compras governamentais (Programa de Aquisição de Alimentos; Programa Nacional de Alimentação Escolar); o Programa de Organização Produtiva de Mulheres Rurais; o Programa de Documentação das Trabalhadoras Rurais; entre outras iniciativas.
 
Ao colocarmos em foco as experiências bem sucedidas das mulheres do campo e da floresta contribuímos para dar visibilidade ao seu protagonismo, bem como para ampliar o conhecimento do próprio governo e da sociedade em geral, sobre a realidade vivenciada no dia a dia dessas mulheres que produzem o Brasil sustentável.
 
4. REGULAMENTO

CAPÍTULO I – DA INSCRIÇÃO E ENTREGA DE DOCUMENTOS
Art. 1º - As inscrições terão início no dia 19 de dezembro de 2012 e término no dia 1º de fevereiro de 2013, às 22/h horas, (horário de Brasília).
§ 1o – Todas as inscrições devem ser efetuadas por meio eletrônico, no endereço: www.spmulheres.gov.br , ou pelos correios para o endereço: Via N1 Leste s/nº, Pavilhão de Metas, Praça dos Três Poderes, Zona Cívico Administrativa, CEP: 70.150-908.
§ 2o – Todos os trabalhos enviados, por meio eletrônico ou postal, deverão ser endereçados a: Prêmio Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável – Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM/PR. As inscrições enviadas pelos correios deverão ser postadas até a data de 31 de janeiro de 2013.
§ 3º - A inscrição incluirá, obrigatoriamente o preenchimento do formulário que acompanha este Edital, com as informações indicadas e acompanhado do relato da experiência com no máximo 05 páginas (ou 2.700 caracteres com espaços por página), com as informações sobre o grupo, suas experiências e produção.
§ 4º - Os grupos produtivos, associações e cooperativas poderão ser indicados por terceiros, ou seja, por instituições da sociedade civil, por organizações econômicas de mulheres, organizações sindicais, sindicatos de trabalhadoras e trabalhadores rurais, Redes e entidades vinculadas a movimentos sociais de mulheres e movimentos de trabalhadoras rurais.
§ 5o – A SPM designará um grupo de trabalho responsável pelos encaminhamentos deste Edital.
Art. 2º - Os relatos de experiência necessários para a inscrição eletrônica (Internet) devem ser apresentados em arquivo tipo: PDF, DOC ou RTF com a seguinte formatação: página - tamanho A4; fonte - Times New Roman; tamanho da fonte - corpo 12; espaçamento de linhas - 1,5; margens - superior, inferior, esquerda e direita de 2,5 cm.
Parágrafo único - As inscrições com dados ou informações incompletas ou incorretas, ou fora do prazo, não serão aceitas.
Art. 3º - Cada grupo produtivo, associação ou cooperativa poderá se inscrever somente uma vez.
Parágrafo único: Poderão ser inscritas trajetórias e experiências que se destacam pela viabilidade econômica, social, cultural e ambiental de grupos de mulheres que integram organizações produtivas, ou associações e cooperativas cuja composição apresente um mínimo de 70% de mulheres e com a presença das mulheres na sua direção geral.
Art. 4º - A apresentação da inscrição implica a concordância e aceitação de todas as cláusulas e condições do presente Regulamento por parte do grupo ou organização inscrita, bem como dos indivíduos que os compõem.
 
CAPÍTULO II – DO PROCESSO SELETIVO DOS GRUPOS
 
Art. 5º– A SPM/PR realizará a pré-seleção dos grupos, a partir de sua experiência, relatos e memórias, considerando os seguintes critérios: 
 

Critérios
Pontuação
A
Capacidade de produzir de forma sustentável
20
B
Capacidade de gerar renda para as mulheres produtoras
20
C
Contribuição do grupo à economia local e o grau de articulação com o mercado local
20
D
Forma de organização interna do grupo e participação nas decisões
20
E
Formas de relacionar o trabalho que gera renda com o trabalho doméstico não remunerado.
20
Art. 6o – Em relação ao item B, sobre a geração de renda para as mulheres produtoras, a comprovação deverá ser feita por meio de notas e documentos de venda, declaração de compradores ou outros registros comprováveis.
Art. 7o – Em caso de empate, os critérios serão em primeiro lugar o número de mulheres na composição do grupo, seguida do tempo de existência do grupo e, finalmente, o valor final da produção gerado para cada membro do grupo.
 
CAPÍTULO III – DO PRÊMIO

Art. 8o - O Prêmio Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável – premiação de grupos produtivos econômicos constituídos por mulheres rurais do campo e da floresta, que estejam contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Brasil - é uma iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.
Parágrafo Único – São órgãos governamentais parceiros no Prêmio: Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Social (SEPPIR), e Banco do Brasil.
Art. 9º - O Prêmio tem como objetivo dar visibilidade ao trabalho das mulheres do campo e da floresta, por meio de suas organizações econômicas, no fortalecimento da sustentabilidade econômica, social e ambiental, e geradoras da segurança e soberania alimentar no País.
Art.10– Dos grupos inscritos serão selecionados 30 finalistas que receberão o troféu Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável. Dentre eles, os 10 grupos que obtiverem as maiores pontuações, de acordo com Capítulo II, Artigo 5º do presente Edital, receberão um prêmio no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) cada um.
 
§ 1º - A premiação será efetuada em parcela única, por meio bancário, em nome do grupo ou seu representante legal; ou, ainda, quando o grupo não estiver formalizado, com CNPJ, a premiação será feita em nome da pessoa responsável indicada pelo grupo na ficha de inscrição.
 
§ 2º - Não poderão receber o Prêmio as entidades ou pessoas em débito com a União.
 
CAPÍTULO IV - DA COMISSÃO JULGADORA
 
Art. 11 - A escolha das experiências premiadas será feita por uma Comissão Julgadora, integrada por pessoas de reputação ilibada e reconhecido conhecimento da matéria em exame, servidores públicos ou não.
Art. 12 - A Comissão Julgadora será designada e presidida pela SPM/PR e deverá ter a seguinte composição: 2 membros da SPM e 03 representantes de órgãos federais, 02 representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). Cada segmento indicará uma titular e uma suplente.
Parágrafo Único – A Comissão poderá deliberar com a presença da maioria de suas integrantes, desde que esteja presente a SPM, que a preside.
 
CAPÍTULO V – DA DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS
Art. 13 - A divulgação dos resultados ocorrerá no portal da SPM, no endereço: www.spmulheres.gov.br
 
CAPÍTULO VI – DA CERIMÔNIA DE ENTREGA DO PRÊMIO
Art. 14 - A cerimônia de entrega do Prêmio Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável deverá ser realizada no dia 08 de março de 2013, em Brasília.
Parágrafo único - Serão convidados a comparecer à cerimônia de entrega do Prêmio os 30 grupos finalistas, momento em que serão anunciados os 10 grupos vencedores do prêmio principal.
 
CAPÍTULO VII - DAS CONSIDERAÇÕES FINAIS
Art. 15 – Todos os concorrentes ao Prêmio concordam com a eventual edição e publicação, pela SPM e entidades parceiras, das experiências, relatos e materiais enviados, no todo, ou em parte, em texto, áudio bem como imagens, em forma a ser definida pelos promotores.
Parágrafo Único: Os grupos e organizações agraciados com o prêmio concordam com a divulgação do resultado na forma apropriada a eventos desta natureza.
Art. 16 – A SPM, promotora do Prêmio Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável, não divulgará notas, não estabelecerá ranking público ou classificação dos grupos selecionados.
Art. 17 - Os textos, imagens, áudios, memórias, documentos, ou outros materiais recebidos para inscrição e participação no Prêmio não serão devolvidos.
Art. 18 – Os grupos e organizações inscritos são responsáveis pela veracidade das informações prestadas.
Art. 19 - A SPM, promotora do Prêmio Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável não se responsabiliza por trabalhos não cadastrados em virtude do congestionamento do sistema de inscrições nos últimos dias de inscrições.
Art. 20 - Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Julgadora, ouvida a instituição promotora.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Mulheres são mais instruídas e ampliam o nível de ocupação, revela pesquisa

Em dez anos, o nível de instrução das mulheres continuou mais elevado que o dos homens e elas ganharam mais espaço no mercado de trabalho




Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) revela, a partir do Censo 2010, que o nível de instrução das mulheres continuou em maior crescimento que o dos homens e elas ganharam mais espaço no mercado de trabalho.
Entre o percentual considerado e o período entre 2000 a 2010, foi constatado que o nível de ocupação das mulheres de 10 anos ou mais passou de 35,4% para 43,9%, enquanto o dos homens foi de 61,1% para 63,3%. Na faixa etária de 25 anos ou mais, o percentual de homens com pelo menos o nível superior foi de 9,9%, e das mulheres, de 12,5%;
A pesquisa demonstra que as taxas de escolaridade e o nível de instrução tiveram elevação com o aumento do rendimento mensal domiciliar per capita no período avaliado. A taxa de abandono escolar precoce, também teve redução de 48,0% para 36,5% entre o período. Essa taxa também é maior entre os homens (41,1%) que entre as mulheres (31,9%).
Além de educação e trabalho, os últimos resultados do questionário da Amostra do Censo 2010 trazem informações mais detalhadas também sobre rendimento e deslocamento para estudo e trabalho.
Os dados mostraram, ainda, que, em dez anos, houve desconcentração em todos os tipos de rendimento: todas as fontes, domiciliar e de trabalho. Neste último caso, os maiores aumentos foi para aqueles que ganhavam menos. 
O rendimento médio mensal de todos os trabalhos dos 10% da população com as maiores remunerações caiu 5,3% em 2010, enquanto para os 10% com as menores remunerações o crescimento real foi de 35,9%.

Jornada discutiu literatura afro-brasileira


Evento foi realizado na primeira quinzena

 de dezembro, em Brasília



A Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Ipea, em parceria com o Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea (UnB/CNPq), realizou nesta segunda-feira, 10, a 1ª Jornada de Literatura Afro-Brasileira Contemporânea, que discutiu temáticas da população negra em diversas instâncias da literatura brasileira e estrangeira.
A abertura do evento foi realizada por Tatiana Dias Silva, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Regina Dalcastagné, coordenadora do Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea, e Maria Isabel Edon, chefe do Departamento de Teoria Literária e Literaturas do Instituto de Letras da UnB.


Foto: João Viana
Fernanda Felisberto, UERJ: "Tivemos apenas seis
mulheres negras romancistas em nosso país"
Em seguida foi realizada a primeira mesa da jornada, com a participação de Nelson Olokafá Inocêncio, professor da UnB. Durante sua fala sobre a representação de negras e negros na cultura brasileira, ele afirmou que, quando se discute a representação social, é preciso considerar que o imaginário é construído por diversas linguagens, e o preconceito está presente em todas elas. “As imagens são formadoras da nossa consciência, da nossa postura, da nossa ética”.
Inocêncio ressaltou que “ideia antiga não significa ideia morta. O conservadorismo tradicional ainda é atuante e tem diversas estratégias para permanecer assim. O racismo no Brasil não é velado, mas é cínico. Em outros lugares, o embate se dá de forma mais clara, mas no Brasil esse embate se dá de forma velada e ocorre por diversos meios”.
O professor lembrou também que estereótipos são “sempre uma camisa de força, penda para um lado ou para outro, sejam eles negativos ou positivos”.

Intelectuais

Fernanda Felisberto, doutora pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), tratou das Narrativas literárias e a emergência de intelectuais negras. Em sua tese, ela pesquisou a afetividade de mulheres negras na literatura, mais especificamente a afetividade dentro do espaço da casa, não no espaço da rua, lugar mais comum para a ambientação literária de personagens negras.
Segundo Fernanda, a primeira romancista negra brasileira foi Maria Firmina dos Reis, que teve seu primeiro romance – Úrsula – publicado em 1859. “Desde aquele ano até 2012, temos apenas seis mulheres negras romancistas em nosso país”, informou a doutora.
Uma das temáticas presentes nos romances estudados por Fernanda é a questão do nome – do ato de nomear, de pensar e questionar o nome. Ela lembra que, na diáspora da população negra africana, a primeira coisa que as pessoas perderam foi o nome.
A mediação da mesa ficou a cargo de Frederico Barbosa, pesquisador da Disoc/Ipea.

Fonte: IPEA