quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Brasil fica em penúltimo lugar em ranking global de qualidade de educação


O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores. A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU) pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países.
Os resultados foram estruturados a partir de notas de testes efetuados por estudantes dos países entre 2006 e 2010. Também foi considerado pela pesquisa a quantidade de alunos que ingressam na universidade e foram empregados.
Conhecidas como "super potências" da educação, a Finlândia e a Coreia do Sul dominam as duas primeiras colocações do ranking e, na sequência, figuram Hong Kong, Japão e Cingapura. Alemanha (15), Estados Unidos (17) e França (25) estão em grupo intermediário e México (38), Brasil (39), e Indonésia (40) integram as posições mais baixas. Entre os sul-americanos, Chile (33), Argentina (35) e Colômbia (36) estão em melhor colocação que o Brasil.
ranking é baseado em testes efetuados em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos e, por isso, apresenta um cenário com atraso estatístico frente à realidade atual.
Ao analisar os sistemas educacionais bem-sucedidos, o estudo concluiu que investimentos são importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira "cultura" nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação como um todo. O relatório destaca ainda a importância de empregar professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de recrutá-los e o pagamento de bons salários.
O Ministério da Educação (MEC) informou desconhecer a pesquisa realizada pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU).
Conheça o Ranking Pearson-EIU
1- Finlândia
2 - Coreia do Sul
3 - Hong Kong
4 - Japão
5 - Cingapura
6 - Grã-Bretanha
7 - Holanda
8 - Nova Zelândia
9 - Suíça
10 - Canadá
11 - Irlanda
12 - Dinamarca
13 - Austrália
14 - Polônia
15 - Alemanha
16 - Bélgica
17 - Estados Unidos
18 - Hungria
19 - Eslováquia
20 - Rússia
21 - Suécia
22 - República Tcheca
23 - Áustria
24 - Itália
25 - França
26 - Noruega
27 - Portugal
28 - Espanha
29 - Israel
30 - Bulgária
31 - Grécia
32 - Romênia
33 - Chile
34 - Turquia
35 - Argentina
36 - Colômbia
37 - Tailândia
38 - México
39 - Brasil
40 - Indonésia

Fonte : EBC

CDDPH recomenda fim dos termos "autos de resistência" e "resistência seguida de morte" nos boletins policiais


Os termos “autos de resistência” e “resistência seguida de morte” poderão desaparecer dos boletins policiais. Hoje (28), o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) aprovou resolução que recomenda o não uso dos termos. Eles são citados nos casos em que os policiais entram em confronto com suspeitos que acabam feridos ou mortos.
Em geral, os processos que falam em resistência evitam a prisão em flagrante do policial envolvido e posteriormente são arquivados. De acordo com a ministra Maria do Rosário, esses termos vêm acobertando situações de violência e extermínio.
A resolução prevê a substituição dos termos “autos de resistência” e “resistência seguida de morte” por “lesão corporal decorrente de intervenção policial” ou “morte decorrente de intervenção policial”, e determina que os casos devem ser investigados pela Delegacia de Crimes contra a Pessoa ou por uma delegacia com atribuição semelhante. Os novos termos ainda passarão por uma avaliação do CDDPH.
A resolução acentua os dispositivos do Código de Processo Penal como o que determina perícia técnica especializada imediata em todos os equipamentos envolvidos em ação policial com resultado de morte, assim como a preservação da cena do crime. O documento, no entanto, é uma recomendação para a atuação dos estados e não tem força de lei.
Raquel Chiarelli, representando a Associação dos Juízes Federais do Brasil, alertou para que a resolução não vire apenas "uma carta de recomendação", e que haja punição para o delegado que arquivar um processo com alegação de resistência. "Todo inquérito policial deve ter perícia", ressaltou.

Fonte : Aline Leal
Repórter da Agência Brasil

Prêmio “Mulheres Negras contam sua História” é lançado no Maranhão


27/11 - Prêmio “Mulheres Negras contam sua História” é lançado no MaranhãoSerão premiadas as cinco melhores redações com R$ 5 mil,  e as cinco candidatas selecionadas na categoria Ensaio receberão R$ 10 mil. Inscrições terminarão em 25 de janeiro de 2013


Representantes do movimento de mulheres negras do Maranhão foram incentivadas a participarem do concurso nacional do prêmio “Mulheres Negras contam sua História”, da Secretaria de Políticas para as Mulheres Negras da Presidência da República (SPM-PR). O convite foi feito pela secretária da Mulher do Maranhão, Catharina Bacelar, na última quinta-feira (22/11), em São Luís.

Na abertura da 32ª "Semana de Consciência Negra", organizada pelo Centro de Cultura Negra do Maranhão (CNN) e Grupo de Mulheres Negras “Mãe Andresa”, a secretária leu mensagem da ministra Eleonora Menicucci, anunciando o prêmio “Mulheres Negras contam sua História”, lançado em 19 de novembro, em Brasília.
Valorização e memória – Por iniciativa da SPM realizada em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), o prêmio “Mulheres Negras contam sua História” pretende estimular a inclusão social das mulheres negras por meio do fortalecimento da reflexão acerca das desigualdades vividas pelas mulheres negras no seu cotidiano, no mundo do trabalho, nas relações familiares e de violência e na superação do racismo.
 
As inscrições estão abertas desde a última quarta-feira (21/11) e se encerrarão em 25 de janeiro de 2013. Podem participar do concurso somente mulheres autodeclaradas negras.

As interessadas poderão participar do concurso de redações e ensaios e, com seus trabalhos, contar a história e a vida de mulheres negras na construção do Brasil. O prêmio possui duas categorias: “Redação”, com texto de no mínimo mil quinhentos até o máximo de três mil caracteres (palavras), e “Ensaio”, com textos de seis mil  a dez mil caracteres. Serão premiadas as cinco melhores redações com R$ 5 mil,  e as cinco candidatas selecionadas na categoria Ensaio receberão R$ 10 mil.
As inscrições, nas categorias “Redação” e “Ensaio” devem ser efetuadas pelo e-mail  premiomulheresnegras@spmulheres.gov.br ou enviadas pelo correio para o endereço: Prêmio Mulheres Negras contam sua História – Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República – Praça dos Três Poderes Via N1 Leste, s/n Pavilhão das Metas. CEP 70150-908 Brasília – DF.

Fonte : Comunicação Social
SPM

Senador Paulo Paim defende recursos fixos para TV’s Comunitárias


Garantir condições para que as Tv’s comunitárias operem com qualidade e tenham recursos para realizar as atividades de informação da população foram temas de grande debate no dia (26), na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Audiência pública com entidades, associações de classe, parlamentares e membros do Governo Federal, tratou principalmente de novas maneiras de alocar recursos para as Tv’s.


De acordo com o senador Paulo Paim (PT/RS), que é presidente da Comissão, é importante para a população ter acesso a conteúdos de qualidade. “A Tv Comunitária é um canal direto que está mais próximo da população, e é importante dar condições para que todas as pessoas possam receber informação de qualidade, de uma forma mais democrática. A ideia é criar um fundo para que as tv’s comunitárias possam ser melhor atendidas, além de que tenham recursos pois quando não há orçamento, não existe serviço. Alocar recursos específicos para esta prática é desenvolver a população” explicou.
Esta semana esta sendo realizado o 8⁰ Congresso das TV’s Comunitárias que vai discutir problemas do setor e trocar experiências sobre projetos bem sucedidos. Ao final, um documento com as resoluções tomadas será elaborado e enviado para o Ministério das Comunicações. “Aqui no Senado vamos encaminhar os trabalhos da Casa, no sentido de que as Tv’s sejam atendidas em seus direitos básicos de comunicação. Claro, que uma audiência pública como a de hoje não resolve nada, mas é um espaço para criar soluções” finalizou o senador Paim.

1º Concurso Curta Documentário Sobre a Lei Maria Da Penha



Prorrogadas as inscrições para o concurso de reportagens em vídeo inéditas com o tema “Tem uma história relacionada à Lei Maria da Penha? Conte para o mundo!”. A data limite para envio de material agora vai até dia 21/12! Os curtas premiados serão exibidos pela TV Câmara, em “hot sites” e nas redes de difusão audiovisual e online do Banco Mundial e parceiros. Mais informações em





Ato Unificado

Mapa da Violência 2012: a Cor dos Homicídios no Brasil é Apresentado Hojé em Brasíia


Foto: CEBELA, FLACSO e SEPPIR divulgam novo Mapa da Violência 2012: a Cor dos Homicídios no Brasil http://www.seppir.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2012/11/cebela-flacso-e-seppir-divulgam-novo-mapa-da-violencia-2012-a-cor-dos-homicidios-no-brasil
O Plano de Enfrentamento à Violência contra a Juventude Negra – Juventude Viva, o Centro Brasileiro de Estados Latino-Americanos - CEBELA e a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais - FLACSO em conjunto com a SEPPIR - Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, divulgam o Mapa da Violência 2012: A Cor dos Homicídios no Brasil, de autoria de Julio Jacobo Waiselfisz.
O estudo focaliza a incidência da questão racial na violência letal do Brasil, tomando como base os registros de mortalidade do Ministério da Saúde entre os anos de 2002 e 2010. Verifica-se nesse período uma queda de 25,5% nos números e taxas de homicídios entre brancos, enquanto os homicídios de negros aumentaram 29,8%, ampliando ainda mais a brecha existente em 2002. O estudo analisa a incidência da vitimização da pessoa negra nos Estados, municípios e capitais brasileiras, tentando identificar os focos e os determinantes dessa violência.
O estudo estrá sendo  apresentado pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz no auditório térreo da SEPPIR, no bloco A da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, DF, no hojé 29 de novembro, às 9h30. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O "Nova África" discute sobre a moda africana



Nesta edição do Nova África, veja como o comércio informal se tornou uma saída para muitas mulheres que sobrevivem à situação herdada por combates armados e guerras civis no continente. Veja sobre as tradicionais bolsas marroquinas, os desfiles de moda em Joanesburgo, a compra de roupas no Brasil por africanos e muito mais.

Toma posse a primeira mulher almirante da Marinha Brasileira


Primeira oficial-general das Forças Armadas 

recebe promoção no Rio



 Passados 31 anos desde que foi permitida a entrada de mulheres na Marinha do Brasil, as Forças Armadas do país ganharam ontem (26) a primeira mulher oficial-general da sua história. Médica anestesista, Dalva Maria Carvalho Mendes, 56 anos, foi promovida de capitão-de-mar-e-guerra para contra-almirante médica da Marinha em cerimônia realizada no Hospital Naval Marcílio Dias, zona norte do Rio.

 A expectativa da primeira general brasileira é que sua nomeação dê às mulheres cada vez mais espaço dentro da corporação. “Eu espero ser um exemplo [para as outras mulheres da Marinha]”, disse.
A contra-almirante informou que o novo posto será na Escola Superior de Guerra, onde vai contribuir para a melhoria do conhecimento de gestão. Acima de Dalva, cujo posto representa duas estrelas do generalato, está o comandante da Marinha, Julio Soares de Moura Neto, almirante de esquadra, com quatro estrelas.
A contra-almirante, que negou ter sofrido preconceito entre os colegas homens, defendeu a capacidade das mulheres para assumir novos postos nas Forças Armadas. Atualmente, as mulheres são 33% do quadro de oficiais e 6,8% dos praças da Marinha, fazendo parte dos corpos de Engenheiros, de Saúde, de Intendentes e Auxiliar, além do Corpo Auxiliar de Praças.
“Estamos mostrando que temos capacidade e com certeza teremos o respeito de todos. Nós [mulheres] estamos mudando, é uma geração toda que está chegando aí. Tenho tido contato com outras colegas das outras Forças e todas estão bastante entusiasmadas com esta possibilidade [de almejar o posto de oficial-general]”.
Viúva, mãe de dois filhos, Dalva fez parte do primeiro grupo de mulheres a ingressar na corporação, em 1981, feito então inédito entre as três Forças. Anestesista, a nova contra-almirante médica exerceu a maior parte da carreira no Hospital Naval Marcílio Dias, ocupando funções técnicas e administrativas.
A filha de Dalva, Luciana Carvalho, 27 anos, seguiu a carreira da mãe e hoje é primeiro-tenente do quadro técnico da Marinha. Ela se disse orgulhosa de ver sua mãe fazendo história. “É uma sensação diferente, indescritível, pois é uma situação que até então nunca tinha visto”, comentou. Ela disse que tem esperança de, no futuro, haver uma mudança na carreira que permita ao oficial do quadro técnico alcançar o posto de general.
Analista de sistemas, o filho, Carlos Eduardo Carvalho Mendes, não seguiu carreira, mas declarou enorme admiração pela mãe e por sua profissão. “Estou muito orgulhoso. Sempre achei que as mulheres tinham que ter todos os direitos que os homens têm e minha mãe é o espelho maior que tenho dentro de casa, uma pessoa com moral e ética, que se conduz assim dentro de casa e no trabalho”.

Fonte,  foto  : EBC

ONU aprova resolução condenando mutilação feminina


A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou ontem (26) resolução que condena a mutilação genital feminina – chamada de circuncisão feminina – e pede aos países que passem a orientar de forma educativa sobre a necessidade de acabar com a prática. A circuncisão feminina ainda ocorre em regiões tribais da África que seguem o islamismo, mas adotam tradições próprias.
Em geral, as meninas são submetidas à mutilação ainda na infância, antes da adolescência. A prática consiste na retirada do clitóris e, em alguns casos, também dos grandes lábios. No texto, a ONU apela para que os países adotem medidas como a proibição da prática, com o objetivo de proteger mulheres e crianças de “qualquer forma de violência”, e encerrem a impunidade.
No texto, as Nações Unidas pedem que as autoridades se esforcem para orientar sobre o atendimento médico às meninas e mulheres, e que os líderes religiosos e comunitários contribuam com as ações.
A resolução criou a data de 6 de fevereiro como o Dia Internacional da Tolerância Zero contra a Mutilação Genital Feminina. Durante a discussão na Assembleia Geral da ONU, vários líderes de países africanos destacaram a importância do texto para intensificar a luta internacional contra a prática.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.
Fonte : http://africas.com.br